Atlas anatômico

2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.

Artéria talamoperfurante direita

Right thalamoperforating artery · FMA50664

Também chamada de: Artéria perfurante talamoestriada · Artéria perfurante do tálamo · Ramo perfurante talâmico

Em 30 segundos

Alta relevância

Pequena artéria perfurante que se origina do segmento P1 da artéria cerebral posterior ou da artéria comunicante posterior, penetrando a substância perfurada posterior para irrigar porções do tálamo. Sua oclusão causa síndromes talâmicas com déficits sensitivos contralaterais e, eventualmente, dor central. É uma das artérias perfurantes profundas mais cobradas em questões sobre território vascular do diencéfalo.

Função

Irrigação de territórios específicos do tálamo, incluindo núcleos ventral posterolateral, ventral posteromedial e porções do núcleo dorsomedial

Onde fica e relações

Origina-se do segmento P1 da artéria cerebral posterior (ou da comunicante posterior), penetra a substância perfurada posterior na fossa interpeduncular e ascende para o tálamo

  • Vizinhasubstância perfurada posterior (local de penetração)
Na clínica
  • Síndrome talâmica (síndrome de Dejerine-Roussy): oclusão causa déficit sensitivo contralateral (todos os tipos de sensibilidade), seguido de dor central talâmica intensa e refratária
  • AVC lacunar: infartos pequenos e profundos por oclusão de perfurantes, manifestando-se como síndrome sensitiva pura contralateral
  • Hemiparesia atáxica: quando a lesão se estende para território adjacente, pode associar déficit motor leve com ataxia ipsilateral ao déficit
  • Negligência sensitiva e déficit de memória: lesões em núcleo dorsomedial podem causar alterações cognitivas e de atenção
  • Hipertensão arterial sistêmica: principal fator de risco para lipohialinose e oclusão de pequenas perfurantes como esta
Cai na prova
  • Território de irrigação: núcleos talâmicos específicos (VPL, VPM, dorsomedial) — questão clássica de correlação anatomo-clínica
  • Síndrome talâmica: déficit sensitivo contralateral seguido de dor central (pegadinha: dor aparece semanas após o AVC, não imediatamente)
  • Origem vascular: P1 da cerebral posterior ou comunicante posterior (confusão com outras perfurantes do polígono de Willis)
  • Diferenciação de síndromes lacunares: sensitiva pura (talâmica) vs. motora pura (cápsula interna/ponte) vs. sensitivo-motora (cápsula interna)
  • Substância perfurada posterior: local anatômico de penetração das perfurantes talâmicas e mesencefálicas
Teste seu entendimento
  • De qual artéria se origina a artéria talamoperfurante e por onde ela penetra o parênquima cerebral?

  • Quais núcleos talâmicos são irrigados pela artéria talamoperfurante e qual a consequência clínica de sua oclusão?

  • Descreva a síndrome talâmica (Dejerine-Roussy) e sua evolução temporal.

  • Como diferenciar clinicamente um infarto talâmico de um infarto na cápsula interna?

  • Qual o principal fator de risco para oclusão de artérias perfurantes como a talamoperfurante?

Não confunda

  • FMA50670

    Irriga porção posterolateral do tálamo e corpo geniculado lateral; território mais posterior e lateral que o da talamoperfurante

    Abrir ficha
  • FMA50088

    Irriga cápsula interna posterior, plexo coroide e porção anterior do tálamo; oclusão causa síndrome sensitivo-motora, não apenas sensitiva

    Abrir ficha
  • FMA50660

    Irriga mesencéfalo e porção medial do tálamo; território mais medial e inclui estruturas mesencefálicas

    Abrir ficha
Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0