Atlas anatômico

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Parte insular da artéria cerebral média esquerda

Insular part of left middle cerebral artery · FMA50370

Também chamada de: Segmento insular da ACM · Segmento M2 da artéria cerebral média · Ramos insulares da cerebral média

Em 30 segundos

Alta relevância

Segmento da artéria cerebral média que percorre o sulco lateral (fissura de Sylvius) sobre a superfície da ínsula, após a bifurcação do segmento esfenoidal (M1). Origina ramos corticais que irrigam a ínsula, opérculo e grande parte da convexidade lateral do hemisfério cerebral. É o segmento mais frequentemente acometido em AVCs do território da ACM.

Função

Irrigação da ínsula, opérculo frontal e parietal, e origem dos ramos corticais terminais que suprem a convexidade lateral do hemisfério cerebral (giros frontal, parietal e temporal laterais).

Onde fica e relações

Percorre o sulco lateral (fissura de Sylvius) sobre a superfície da ínsula, estendendo-se desde a bifurcação do segmento esfenoidal (M1) até a emergência dos ramos corticais na superfície lateral do hemisfério.

  • Vizinhasulco lateral (fissura de Sylvius)
  • Irrigagiro temporal superior
Na clínica
  • AVC do território da ACM: causa mais comum de AVC isquêmico; oclusão do segmento insular produz infarto extenso da convexidade lateral com hemiplegia contralateral desproporcionada (predomínio braquiofacial), hemianestesia, hemianopsia homônima e afasia (hemisfério dominante) ou heminegligência (hemisfério não-dominante).
  • Oclusão proximal (M1 ou M2 inicial): infarto de grande volume com edema cerebral significativo, risco de herniação uncal e deterioração neurológica rápida; candidato a trombectomia mecânica se janela terapêutica adequada.
  • Aneurisma de bifurcação da ACM: localização comum de aneurisma sacular (20-30% dos aneurismas intracranianos); ruptura causa hemorragia subaracnóidea com sangue concentrado na fissura de Sylvius.
  • Síndrome de Moyamoya: estenose progressiva da porção terminal da carótida interna e segmentos proximais da ACM (M1); formação de rede colateral ('nuvem de fumaça' na angiografia) para compensar hipoperfusão.
  • Dissecção traumática: trauma craniano fechado pode causar dissecção da ACM no segmento insular, com formação de pseudoaneurisma ou oclusão arterial.
Cai na prova
  • Território de irrigação: convexidade lateral do hemisfério (frontal, parietal e temporal lateral), ínsula e cápsula externa; poupa território frontal medial (ACA) e occipital (ACP).
  • Semiologia do AVC de ACM: hemiplegia contralateral com predomínio braquiofacial (homúnculo motor), hemianestesia, hemianopsia homônima, desvio oculocefálico para o lado da lesão, afasia de Broca (giro frontal inferior dominante) ou de Wernicke (giro temporal superior dominante), heminegligência e anosognosia (hemisfério não-dominante).
  • Diferença M1 vs. M2: oclusão de M1 (esfenoidal) acomete também ramos lenticuloestriados (núcleos da base e cápsula interna), produzindo déficit motor mais grave e puro; oclusão de M2 (insular) poupa estruturas profundas, déficit predominantemente cortical.
  • Angiografia: segmento M2 forma alça sobre a ínsula dentro da fissura de Sylvius; divisão em tronco superior (ramos frontais e parietais anteriores) e tronco inferior (ramos temporais) é a bifurcação clássica.
  • Circulação colateral: anastomoses piais entre territórios da ACA, ACM e ACP na superfície cortical; qualidade da colateral determina extensão do infarto em oclusões proximais.
  • Janela terapêutica: trombólise IV até 4,5h e trombectomia mecânica até 24h (casos selecionados com mismatch perfusão-infarto); oclusão de M2 distal pode não ser acessível à trombectomia.
Teste seu entendimento
  • Qual é o território de irrigação do segmento insular da artéria cerebral média?

  • Descreva a semiologia clássica do AVC por oclusão do segmento insular da ACM no hemisfério dominante.

  • Qual a diferença clínica entre oclusão do segmento esfenoidal (M1) e do segmento insular (M2) da artéria cerebral média?

  • Onde se localiza o aneurisma de bifurcação da artéria cerebral média e qual o achado tomográfico típico de sua ruptura?

  • Quais são as opções terapêuticas e janelas de tempo para AVC isquêmico agudo por oclusão do segmento insular da ACM?

Não confunda

  • Parte esfenoidal da artéria cerebral média esquerda

    O segmento esfenoidal (M1) é proximal, percorre a base do crânio lateralmente ao quiasma óptico e origina os ramos lenticuloestriados; sua oclusão acomete núcleos da base e produz déficit motor mais grave.

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  • FMA50030

    A artéria cerebral anterior irriga a face medial do hemisfério frontal e parietal; sua oclusão causa hemiplegia contralateral com predomínio crural (membro inferior), não braquiofacial.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0