Atlas anatômico
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Conjunto dos músculos lumbricais da mão esquerda
Set of lumbricals of left hand · FMA42399
Também chamada de: Lumbricais da mão · Músculos lumbricais palmares
Em 30 segundos
Alta relevânciaQuatro pequenos músculos intrínsecos da mão que se originam dos tendões do flexor profundo dos dedos e se inserem nas expansões extensoras dos dedos II a V. São únicos por se originarem de tendões (não de ossos) e por produzirem flexão das metacarpofalângicas com extensão simultânea das interfalângicas. Essenciais para a preensão fina e movimentos precisos dos dedos.
Função
Flexão das articulações metacarpofalângicas e extensão simultânea das articulações interfalângicas proximais e distais dos dedos II a V. Participam da preensão de precisão e do movimento de pinça.
Onde fica e relações
Na palma da mão, profundamente aos tendões flexores superficiais. Os dois lumbricais mediais (3º e 4º) são bipenados e se originam de tendões adjacentes do flexor profundo; os dois laterais (1º e 2º) são unipenados e se originam do lado radial de um único tendão do flexor profundo.
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos das artérias digitais palmares próprias e artérias metacarpais palmares, derivadas do arco palmar superficial (ulnar) e profundo (radial).
- Drenagem
- Veias digitais palmares próprias que drenam para veias metacarpais palmares e posteriormente para arcos venosos palmares.
- Inervação
- 1º e 2º lumbricais: nervo mediano (C8-T1). 3º e 4º lumbricais: ramo profundo do nervo ulnar (C8-T1). Esta inervação dupla é um ponto clássico de prova.
Origem, inserção e ação
- Origem
- 1º lumbrical: lado radial do tendão do flexor profundo do dedo indicador. 2º lumbrical: lado radial do tendão do flexor profundo do dedo médio. 3º lumbrical: lados adjacentes dos tendões do flexor profundo dos dedos médio e anular. 4º lumbrical: lados adjacentes dos tendões do flexor profundo dos dedos anular e mínimo.
- Inserção
- Expansão extensora (aponeurose dorsal) no lado radial de cada dedo correspondente (dedos II a V), ao nível da falange proximal.
- Ação
- Flexão das articulações metacarpofalângicas com extensão simultânea das articulações interfalângicas proximais e distais dos dedos II a V. Auxiliam na preensão fina e movimentos de precisão.
- Inervação
- 1º e 2º lumbricais: nervo mediano (C8-T1). 3º e 4º lumbricais: ramo profundo do nervo ulnar (C8-T1).
No exame físico
- Palpação
- Não são diretamente palpáveis por serem músculos profundos localizados na palma da mão, entre os tendões flexores e sob a aponeurose palmar. Sua ação pode ser testada solicitando ao paciente que flexione as articulações metacarpofalângicas enquanto mantém as interfalângicas estendidas, mas os músculos em si não são acessíveis ao toque.
- Referência no exame
- Testados funcionalmente pela manobra de flexão isolada das metacarpofalângicas com extensão simultânea das interfalângicas dos dedos II a V. Lesões do nervo mediano (dois primeiros) ou ulnar (dois últimos) podem comprometer esta função, resultando em deformidade em garra dos dedos afetados.
Na clínica
- Lesão do nervo mediano alto: perda de função dos 1º e 2º lumbricais, com dificuldade de extensão das interfalângicas dos dedos indicador e médio durante flexão das metacarpofalângicas.
- Lesão do nervo ulnar: perda de função dos 3º e 4º lumbricais (além dos interósseos), contribuindo para a garra ulnar (hiperextensão das metacarpofalângicas e flexão das interfalângicas dos dedos anular e mínimo).
- Sinal de Bouvier: teste para diferenciar lesão dos lumbricais/interósseos de contratura das interfalângicas; ao bloquear a hiperextensão das metacarpofalângicas, se o paciente consegue estender as interfalângicas, os lumbricais/interósseos estão íntegros.
- Mão em garra (claw hand): deformidade com hiperextensão das metacarpofalângicas e flexão das interfalângicas por perda da função dos lumbricais e interósseos; mais pronunciada na lesão ulnar (dedos anular e mínimo) que na lesão mediana isolada.
Cai na prova
- Inervação mista dos lumbricais: 1º e 2º pelo mediano, 3º e 4º pelo ulnar (pegadinha clássica).
- Origem única: são os únicos músculos que se originam de tendões (não de ossos).
- Ação paradoxal: flexionam metacarpofalângicas e estendem interfalângicas simultaneamente (ao contrário dos flexores e extensores longos).
- Diferença entre garra ulnar e garra mediana: na lesão ulnar, a garra é mais evidente nos dedos anular e mínimo (perda dos 3º e 4º lumbricais + interósseos); na lesão mediana alta isolada, há comprometimento menor nos dedos indicador e médio.
- Teste de Bouvier: usado para avaliar integridade dos lumbricais e interósseos versus contratura fixa das interfalângicas.
- Número de lumbricais: sempre quatro na mão (um para cada dedo, exceto o polegar).
Teste seu entendimento
Qual é a origem e inserção dos músculos lumbricais da mão?
Qual é a inervação dos músculos lumbricais da mão e por que isso é clinicamente relevante?
Qual é a ação dos músculos lumbricais e por que ela é considerada paradoxal?
Como a lesão do nervo ulnar afeta os músculos lumbricais e qual deformidade resulta?
O que torna os músculos lumbricais únicos em termos de origem anatômica?
Não confunda
FMA42403
Os interósseos palmares aduzem os dedos em direção ao dedo médio e também flexionam metacarpofalângicas/estendem interfalângicas, mas se originam dos metacarpos (não de tendões) e são todos inervados pelo nervo ulnar.
FMA42405
Os interósseos dorsais abduzem os dedos (afastam do dedo médio) e também flexionam metacarpofalângicas/estendem interfalângicas, mas se originam de dois metacarpos adjacentes e são todos inervados pelo nervo ulnar.
FMA38480
O flexor profundo flexiona todas as articulações dos dedos (metacarpofalângicas e interfalângicas), origina-se da ulna e seus tendões servem de origem para os lumbricais; não estende as interfalângicas.
BodyParts3D, CC BY 4.0