Atlas anatômico

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Conjunto dos músculos lumbricais da mão direita

Set of lumbricals of right hand · FMA42398

Também chamada de: Lumbricais da mão · Músculos lumbricais palmares

Em 30 segundos

Alta relevância

Quatro pequenos músculos intrínsecos da mão que se originam dos tendões do flexor profundo dos dedos e se inserem nas expansões extensoras dos dedos II a V. São únicos por se originarem de tendões (não de ossos) e por produzirem flexão das metacarpofalângicas com extensão simultânea das interfalângicas. Essenciais para a preensão fina e movimentos precisos dos dedos.

Função

Flexão das articulações metacarpofalângicas e extensão simultânea das articulações interfalângicas proximais e distais dos dedos II a V. Participam da preensão de precisão e do movimento de pinça.

Onde fica e relações

Na palma da mão, profundamente aos tendões flexores superficiais. Os dois lumbricais mediais (3º e 4º) são bipenados e se originam de tendões adjacentes do flexor profundo; os dois laterais (1º e 2º) são unipenados e se originam do lado radial de um único tendão do flexor profundo.

  • Inserçãoexpansões extensoras (aponeuroses dorsais) dos dedos II a V no lado radial
  • Inerva1º e 2º lumbricais pelo nervo mediano; 3º e 4º lumbricais pelo nervo ulnar
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias digitais palmares próprias e artérias metacarpais palmares, derivadas do arco palmar superficial (ulnar) e profundo (radial).
Drenagem
Veias digitais palmares próprias que drenam para veias metacarpais palmares e posteriormente para arcos venosos palmares.
Inervação
1º e 2º lumbricais: nervo mediano (C8-T1). 3º e 4º lumbricais: ramo profundo do nervo ulnar (C8-T1). Esta inervação dupla é um ponto clássico de prova.
Origem, inserção e ação
Origem
1º lumbrical: lado radial do tendão do flexor profundo do dedo indicador. 2º lumbrical: lado radial do tendão do flexor profundo do dedo médio. 3º lumbrical: lados adjacentes dos tendões do flexor profundo dos dedos médio e anular. 4º lumbrical: lados adjacentes dos tendões do flexor profundo dos dedos anular e mínimo.
Inserção
Expansão extensora (aponeurose dorsal) no lado radial de cada dedo correspondente (dedos II a V), ao nível da falange proximal.
Ação
Flexão das articulações metacarpofalângicas com extensão simultânea das articulações interfalângicas proximais e distais dos dedos II a V. Auxiliam na preensão fina e movimentos de precisão.
Inervação
1º e 2º lumbricais: nervo mediano (C8-T1). 3º e 4º lumbricais: ramo profundo do nervo ulnar (C8-T1).
No exame físico
Palpação
Não são diretamente palpáveis por serem músculos profundos localizados na palma da mão, entre os tendões flexores e sob a aponeurose palmar. Sua ação pode ser testada solicitando ao paciente que flexione as articulações metacarpofalângicas enquanto mantém as interfalângicas estendidas, mas os músculos em si não são acessíveis ao toque.
Referência no exame
Testados funcionalmente pela manobra de flexão isolada das metacarpofalângicas com extensão simultânea das interfalângicas dos dedos II a V. Lesões do nervo mediano (dois primeiros) ou ulnar (dois últimos) podem comprometer esta função, resultando em deformidade em garra dos dedos afetados.
Na clínica
  • Lesão do nervo mediano alto: perda de função dos 1º e 2º lumbricais, com dificuldade de extensão das interfalângicas dos dedos indicador e médio durante flexão das metacarpofalângicas.
  • Lesão do nervo ulnar: perda de função dos 3º e 4º lumbricais (além dos interósseos), contribuindo para a garra ulnar (hiperextensão das metacarpofalângicas e flexão das interfalângicas dos dedos anular e mínimo).
  • Sinal de Bouvier: teste para diferenciar lesão dos lumbricais/interósseos de contratura das interfalângicas; ao bloquear a hiperextensão das metacarpofalângicas, se o paciente consegue estender as interfalângicas, os lumbricais/interósseos estão íntegros.
  • Mão em garra (claw hand): deformidade com hiperextensão das metacarpofalângicas e flexão das interfalângicas por perda da função dos lumbricais e interósseos; mais pronunciada na lesão ulnar (dedos anular e mínimo) que na lesão mediana isolada.
Cai na prova
  • Inervação mista dos lumbricais: 1º e 2º pelo mediano, 3º e 4º pelo ulnar (pegadinha clássica).
  • Origem única: são os únicos músculos que se originam de tendões (não de ossos).
  • Ação paradoxal: flexionam metacarpofalângicas e estendem interfalângicas simultaneamente (ao contrário dos flexores e extensores longos).
  • Diferença entre garra ulnar e garra mediana: na lesão ulnar, a garra é mais evidente nos dedos anular e mínimo (perda dos 3º e 4º lumbricais + interósseos); na lesão mediana alta isolada, há comprometimento menor nos dedos indicador e médio.
  • Teste de Bouvier: usado para avaliar integridade dos lumbricais e interósseos versus contratura fixa das interfalângicas.
  • Número de lumbricais: sempre quatro na mão (um para cada dedo, exceto o polegar).
Teste seu entendimento
  • Qual é a origem e inserção dos músculos lumbricais da mão?

  • Qual é a inervação dos músculos lumbricais da mão e por que isso é clinicamente relevante?

  • Qual é a ação dos músculos lumbricais e por que ela é considerada paradoxal?

  • Como a lesão do nervo ulnar afeta os músculos lumbricais e qual deformidade resulta?

  • O que torna os músculos lumbricais únicos em termos de origem anatômica?

Não confunda

  • FMA42402

    Os interósseos palmares aduzem os dedos em direção ao dedo médio e também flexionam metacarpofalângicas/estendem interfalângicas, mas se originam dos metacarpos (não de tendões) e são todos inervados pelo nervo ulnar.

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  • FMA42404

    Os interósseos dorsais abduzem os dedos (afastam do dedo médio) e também flexionam metacarpofalângicas/estendem interfalângicas, mas se originam de dois metacarpos adjacentes e são todos inervados pelo nervo ulnar.

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  • FMA38479

    O flexor profundo flexiona todas as articulações dos dedos (metacarpofalângicas e interfalângicas), origina-se da ulna e seus tendões servem de origem para os lumbricais; não estende as interfalângicas.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0