Atlas anatômico
2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.
Segundo metatarsal direito
Right second metatarsal bone · FMA24509
Também chamada de: Segundo metatarso · II metatarsal · Metatarsal II
Em 30 segundos
Alta relevânciaO segundo metatarsal é o mais longo dos cinco ossos metatarsais e forma a parte central do arco longitudinal do pé. Sua posição central e comprimento o tornam o mais suscetível a fraturas de estresse (fratura de marcha) e à síndrome de Morton (segundo raio longo com sobrecarga do antepé, que não deve ser confundida com o neuroma de Morton — este é mais frequente no terceiro espaço intermetatarsal, entre o terceiro e o quarto metatarsais). É fundamental para a distribuição de carga durante a marcha.
Função
Sustentação do arco longitudinal medial do pé, transmissão de forças durante a marcha e corrida, articulação com o segundo cuneiforme proximalmente e com as falanges do segundo dedo distalmente
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artérias metatarsais plantares (ramo da artéria plantar lateral) e artérias digitais dorsais do pé
- Drenagem
- Veias metatarsais plantares e arco venoso dorsal do pé
- Inervação
- Nervos plantares medial e lateral (ramos do nervo tibial) e nervo fibular profundo (dorso)
No exame físico
- Palpação
- Palpável no dorso do pé, especialmente a diáfise e a cabeça; a base é menos acessível devido aos tecidos moles sobrejacentes
- Referência no exame
- Palpação da diáfise do segundo metatarsal para avaliar fratura de estresse (dor focal); palpação da cabeça para metatarsalgia; compressão lateral do antepé (teste de Mulder) para neuroma de Morton
Na clínica
- Fratura de estresse (fratura de marcha): mais comum no segundo metatarsal devido ao seu comprimento e carga axial aumentada, especialmente em militares e corredores
- Síndrome de Morton (neuroma de Morton): compressão do nervo digital plantar comum entre o segundo e terceiro metatarsais, causando dor em queimação e parestesias
- Fratura de Jones: embora clássica no quinto metatarsal, fraturas da base do segundo metatarsal podem ocorrer por trauma direto ou avulsão
- Metatarsalgia: dor na cabeça do segundo metatarsal por sobrecarga, comum em pés cavos ou após uso de salto alto
- Luxação de Lisfranc: lesão da articulação tarsometatarsal, com o segundo metatarsal sendo a chave anatômica (encaixe no cuneiforme intermédio estabiliza o mediopé)
Cai na prova
- O segundo metatarsal é o MAIS LONGO dos metatarsais (pegadinha: confundir com o primeiro)
- Fratura de estresse mais comum no segundo metatarsal (fratura de marcha)
- Articulação com cuneiforme intermédio forma a chave de Lisfranc (estabilidade do mediopé)
- Inserção do fibular longo na base do segundo metatarsal (e primeiro) mantém o arco transverso
- Neuroma de Morton ocorre classicamente entre o terceiro e quarto metatarsais, mas pode ocorrer entre segundo e terceiro
- Radiografia AP do pé: alinhamento da borda medial do segundo metatarsal com a borda medial do cuneiforme intermédio descarta luxação de Lisfranc
Teste seu entendimento
Qual é a articulação proximal do segundo metatarsal e por que ela é importante na avaliação radiográfica do mediopé?
Por que o segundo metatarsal é o mais acometido por fraturas de estresse?
Quais músculos se inserem na base do segundo metatarsal e qual a função dessas inserções?
Como diferenciar clinicamente uma fratura de estresse do segundo metatarsal de uma metatarsalgia?
Qual a importância clínica do espaço entre o segundo e terceiro metatarsais?
Não confunda
FMA24507
O primeiro metatarsal é mais curto e robusto, articula-se com o cuneiforme medial (não intermédio) e suporta maior carga (sustenta o hálux), enquanto o segundo é o mais longo e mais suscetível a fraturas de estresse.
Terceiro osso metatarsal direito
O terceiro metatarsal articula-se com o cuneiforme lateral e é ligeiramente mais curto que o segundo; o neuroma de Morton é mais comum entre terceiro e quarto metatarsais (não segundo e terceiro).
FMA24515
O quinto metatarsal tem a fratura de Jones (base, zona de transição metáfise-diáfise) e fratura do dançarino (tuberosidade), enquanto o segundo tem fratura de estresse na diáfise; o quinto é lateral e mais curto.
BodyParts3D, CC BY 4.0