Atlas anatômico

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Disco intervertebral

Intervertebral disk · FMA10446

Também chamada de: disco IV · disco fibrocartilaginoso

Em 30 segundos

Alta relevância

Estrutura fibrocartilaginosa entre os corpos vertebrais adjacentes, composta por anel fibroso periférico e núcleo pulposo central. Permite mobilidade controlada da coluna e absorve impactos axiais. Sua degeneração ou herniação é causa frequente de dor e compressão radicular.

Função

Absorção de impacto axial, distribuição de carga, permitir movimentos controlados entre vértebras adjacentes (flexão, extensão, rotação, inclinação lateral)

Onde fica e relações

Entre os corpos vertebrais adjacentes da coluna cervical (C2-C3 até C7-T1), torácica (T1-T2 até T12-L1) e lombar (L1-L2 até L5-S1). Ausente entre atlas e axis. Mais espesso na região lombar e cervical, mais fino na torácica.

  • Vizinhacorpo vertebral superior
  • Vizinhacorpo vertebral inferior
  • Vizinhaligamento longitudinal anterior (anteriormente)
  • Vizinhaligamento longitudinal posterior (posteriormente)
  • Vizinhaforame intervertebral (lateralmente)
  • Vizinhacanal vertebral (posteriormente ao disco)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Vascularização escassa no adulto. Nutrição por difusão a partir dos vasos das placas terminais vertebrais e do anel fibroso periférico.
Drenagem
Drenagem venosa mínima, principalmente por plexo venoso vertebral interno e externo adjacente
Inervação
Ramos do nervo sinuvertebral (ramo recorrente meníngeo) para porção posterior e lateral do anel fibroso. Núcleo pulposo é avascular e anervado.
No exame físico
Palpação
Não palpável diretamente por via externa devido à profundidade e proteção pela musculatura paravertebral e caixa torácica. Em alguns indivíduos muito magros, pode-se perceber indiretamente os espaços intervertebrais pela palpação dos processos espinhosos adjacentes na linha média posterior.
Referência no exame
Os espaços intervertebrais torácicos servem como referência para contagem de níveis vertebrais durante exame físico da coluna. A palpação dos processos espinhosos adjacentes permite identificar o nível vertebral para procedimentos como punção lombar (contagem ascendente a partir de L4-L5), bloqueios anestésicos e avaliação de deformidades da coluna. A mobilidade entre vértebras adjacentes pode ser testada durante flexão e extensão do tronco.
Na clínica
  • Hérnia de disco: protrusão ou extrusão do núcleo pulposo através de fissura no anel fibroso, mais comum em L4-L5 e L5-S1 (compressão de L5 e S1 respectivamente), e C5-C6 e C6-C7 cervicais. Herniação posterolateral comprime raiz que sai no nível ABAIXO (ex.: hérnia L4-L5 comprime L5).
  • Doença degenerativa do disco: perda de altura discal, desidratação do núcleo pulposo, fissuras no anel fibroso. Causa dor axial e pode levar a estenose foraminal e canal estreito.
  • Sinal de Schmorl: herniação do núcleo pulposo através da placa terminal vertebral para dentro do corpo vertebral, geralmente assintomática, achado radiológico.
  • Discite e espondilodiscite: infecção do disco intervertebral e vértebras adjacentes, geralmente hematogênica. Dor intensa, febre, elevação de provas inflamatórias. RM é padrão-ouro diagnóstico.
  • Espaço discal reduzido na radiografia simples sugere degeneração ou infecção. Aumento do espaço pode indicar tumor ou infecção inicial.
Cai na prova
  • Anatomia do disco: anel fibroso (fibrocartilagem, fibras colágenas tipo I em camadas concêntricas) e núcleo pulposo (substância gelatinosa rica em proteoglicanos e colágeno tipo II).
  • Herniação posterolateral é a mais comum (90%) porque o ligamento longitudinal posterior é mais estreito lateralmente e o anel fibroso é mais fino posteriormente.
  • Regra da compressão radicular: hérnia posterolateral comprime a raiz que DESCE para o forame do nível abaixo (hérnia L4-L5 comprime L5, não L4). Hérnia foraminal ou extraforaminal comprime a raiz do próprio nível.
  • Disco não tem vascularização direta no adulto, nutrição é por difusão — isso explica baixa capacidade regenerativa e suscetibilidade a degeneração.
  • Teste de Lasègue (elevação da perna estendida) positivo sugere compressão de raiz lombar baixa (L5, S1) por hérnia discal.
  • Síndrome da cauda equina: hérnia discal volumosa central em L4-L5 ou L5-S1 pode comprimir múltiplas raízes, causando anestesia em sela, retenção urinária, fraqueza bilateral — EMERGÊNCIA CIRÚRGICA.
  • Perda de altura discal na radiografia é sinal de degeneração; RM mostra perda de sinal em T2 (desidratação do núcleo pulposo).
Teste seu entendimento
  • Quais são os dois componentes anatômicos principais do disco intervertebral e suas características histológicas?

  • Por que a herniação posterolateral é mais comum que a posterior central?

  • Qual raiz nervosa é comprimida por uma hérnia posterolateral de L4-L5 e por quê?

  • Como é a vascularização do disco intervertebral no adulto e qual a implicação clínica?

  • Quais são os achados de imagem na RM que indicam degeneração discal?

Não confunda

  • FMA25058

    É o primeiro disco da coluna (entre C2 e C3), enquanto o disco intervertebral genérico refere-se a qualquer disco; não há disco entre atlas (C1) e axis (C2).

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  • FMA13076

    É o corpo ósseo vertebral, enquanto o disco intervertebral é a estrutura fibrocartilaginosa ENTRE dois corpos vertebrais adjacentes.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0