Anatomy atlas
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Atlas
FMA12519
Also called: C1 · Primeira vértebra cervical · Vértebra C1
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High relevancePrimeira vértebra cervical (C1), em forma de anel, sem corpo vertebral nem processo espinhoso. Articula-se superiormente com os côndilos occipitais (articulação atlantoccipital) e inferiormente com o áxis, recebendo em seu arco anterior o dente do áxis, que se projeta superiormente para dentro do anel (articulação atlantoaxial mediana). Permite os movimentos de flexão-extensão da cabeça (sim) e, junto com o áxis, a rotação (não).
Function
Sustenta o crânio e permite os movimentos de flexão-extensão da cabeça na articulação atlantoccipital; participa da rotação cervical em conjunto com o áxis na articulação atlantoaxial.
Where it is and what it relates to
Blood supply, drainage and innervation
- Blood supply
- Artérias vertebrais e ramos da artéria cervical ascendente.
- Drainage
- Plexo venoso vertebral interno e externo.
- Innervation
- Nervo suboccipital (ramo dorsal de C1).
On physical exam
- Palpation
- O tubérculo anterior do atlas pode ser palpado na linha média da parede posterior da orofaringe (exame intraoral), abaixo do palato mole. O tubérculo posterior é rudimentar e não é palpável externamente devido à musculatura cervical posterior sobrejacente.
- Exam reference
- Ponto de referência para avaliação de instabilidade cervical alta; a palpação do tubérculo anterior é usada em osteopatia. Radiografia transoral (open mouth) visualiza as massas laterais e sua relação com o dente do áxis.
In the clinic
- Fratura de Jefferson: fratura por explosão do anel do atlas (trauma axial), com ruptura dos arcos anterior e posterior; pode lesar artéria vertebral.
- Luxação atlantoccipital: trauma de alta energia (desaceleração brusca); frequentemente fatal por lesão de tronco encefálico e medula cervical alta.
- Instabilidade atlantoaxial: por ruptura do ligamento transverso do atlas (trauma, artrite reumatoide, síndrome de Down); risco de compressão medular pelo dente do áxis.
- Síndrome de Grisel: subluxação atlantoaxial não traumática em crianças após infecção faríngea; dor cervical e torcicolo.
- Assimilação atlanto-occipital: fusão congênita do atlas com o occipital; pode causar instabilidade cervical e sintomas neurológicos.
Shows up in exams
- Ausência de corpo vertebral e de processo espinhoso verdadeiro no atlas (diferencia de todas as outras vértebras).
- Articulação atlantoccipital permite flexão-extensão (movimento de 'sim'); articulação atlantoaxial permite rotação (movimento de 'não').
- Fratura de Jefferson: mecanismo de carga axial (queda sobre a cabeça, mergulho em águas rasas); imagem mostra afastamento das massas laterais na radiografia transoral (open mouth).
- Ligamento transverso do atlas: mantém o dente do áxis em posição; sua ruptura causa instabilidade atlantoaxial com risco de mielopatia.
- Artéria vertebral passa pelo forame transverso do atlas e faz curva posterior ao arco posterior antes de entrar no crânio; vulnerável em fraturas do arco posterior.
- Tuberculo anterior do atlas: palpável na linha média posterior à faringe (exame intraoral); tuberculo posterior: rudimentar, sem processo espinhoso verdadeiro.
- Distância atlantodental (espaço entre dente do áxis e arco anterior do atlas): normal até 3 mm no adulto, até 5 mm na criança; aumento indica instabilidade.
Test your understanding
Quais são as duas articulações principais que o atlas forma e qual movimento cada uma permite?
Qual é o mecanismo de trauma e o padrão de fratura típico do atlas?
Qual estrutura ligamentar estabiliza a articulação atlantoaxial e o que acontece quando ela se rompe?
Por que a artéria vertebral está em risco nas fraturas do arco posterior do atlas?
Qual é o valor normal da distância atlantodental e o que seu aumento indica?
Don't mix these up
FMA12520
O áxis (C2) possui corpo vertebral com o processo odontoide (dente) projetando-se superiormente, além de processo espinhoso bífido; o atlas não tem corpo nem processo espinhoso verdadeiro, apenas um anel com massas laterais.
FMA12521
C3 e demais vértebras cervicais típicas possuem corpo vertebral, processo espinhoso bífido e forames transversos bilaterais; o atlas não tem corpo vertebral e seu processo espinhoso é apenas um tubérculo posterior rudimentar.
BodyParts3D, CC BY 4.0