Atlas anatômico

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Conjunto de artérias digitais plantares próprias

Set of plantar digital arteries proper · FMA71564

Também chamada de: Artérias digitais plantares próprias · Artérias colaterais dos dedos do pé

Em 30 segundos

Artérias terminais que irrigam os dedos do pé, originadas da bifurcação das artérias digitais plantares comuns. Cada dedo recebe duas artérias próprias (medial e lateral), exceto o hálux e o quinto dedo que recebem também ramos das artérias plantares medial e lateral respectivamente. São essenciais para a vascularização distal do pé e frequentemente comprometidas em pé diabético e doença arterial periférica.

Função

Irrigação das faces medial e lateral de cada dedo do pé, incluindo pele, tecido subcutâneo, articulações interfalângicas e leito ungueal

Onde fica e relações

Trajeto ao longo das faces medial e lateral de cada dedo do pé, profundamente à pele e superficialmente aos tendões flexores e falanges

  • Irrigadedos do pé (falanges, pele, leito ungueal)
  • Vizinhatendões do flexor longo dos dedos
  • Vizinhanervos digitais plantares próprios
Na clínica
  • Pé diabético: microangiopatia compromete estas artérias, levando a ulcerações digitais e gangrena dos dedos, principal causa de amputação em diabéticos
  • Doença arterial periférica: obstrução proximal reduz fluxo para as artérias digitais, causando claudicação, dor em repouso e necrose digital
  • Fenômeno de Raynaud: vasoespasmo das artérias digitais causa palidez, cianose e rubor dos dedos em resposta ao frio ou estresse
  • Síndrome do dedo azul (blue toe syndrome): êmbolos de colesterol ou trombos ocluem artérias digitais, causando isquemia digital aguda com pulsos proximais preservados
  • Avaliação pelo índice tornozelo-braço (ITB) e Doppler para detectar doença arterial periférica antes de complicações isquêmicas
Cai na prova
  • Origem a partir das artérias digitais plantares comuns (bifurcação no espaço interdigital)
  • Padrão de distribuição: duas artérias próprias por dedo (medial e lateral), exceto hálux e quinto dedo que recebem também ramos diretos
  • Comprometimento no pé diabético: microangiopatia e neuropatia levam a ulcerações e gangrena digital
  • Diferenciação entre isquemia por obstrução proximal (sem pulsos) versus embolia distal (pulsos proximais presentes)
  • Correlação com síndrome do compartimento do pé: compressão pode comprometer fluxo para as artérias digitais
Teste seu entendimento
  • De onde se originam as artérias digitais plantares próprias?

  • Qual o padrão de distribuição das artérias digitais plantares próprias nos dedos do pé?

  • Por que úlceras em pé diabético podem ocorrer mesmo com pulsos distais palpáveis?

  • O que caracteriza a síndrome do dedo azul e qual sua relação com as artérias digitais?

  • Qual a importância clínica das artérias digitais plantares próprias na avaliação de doença arterial periférica?

Não confunda

  • FMA70821

    As artérias digitais plantares comuns cursam nos espaços intermetatarsais e se bifurcam em artérias próprias; as próprias são os ramos terminais que seguem ao longo de cada face do dedo.

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  • FMA70801

    As artérias digitais dorsais cursam no dorso do pé e dedos, enquanto as plantares próprias cursam na face plantar; ambas se anastomosam distalmente, mas a irrigação plantar é predominante.

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  • FMA43956

    As artérias metatarsais plantares cursam nos espaços intermetatarsais e dão origem às artérias digitais comuns; as próprias são mais distais, já nos dedos propriamente ditos.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0