Atlas anatômico

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Tróclea do músculo oblíquo superior esquerdo

Trochlea of left superior oblique · FMA49068

Também chamada de: Tróclea do oblíquo superior · Polia do oblíquo superior

Em 30 segundos

Estrutura fibrocartilaginosa em forma de anel ou polia fixada à fossa troclear do osso frontal, na parede medial superior da órbita. Funciona como ponto de reflexão para o tendão do músculo oblíquo superior, alterando sua direção de tração e permitindo os movimentos de infraversão e intorção do olho.

Função

Serve como polia de reflexão para o tendão do músculo oblíquo superior, redirecionando sua linha de ação de anteroposterior para posterolateral, o que permite ao músculo realizar infraversão (principalmente em adução) e intorção do globo ocular.

Onde fica e relações

Fixada à fossa troclear do osso frontal, na porção anteromedial superior da órbita, aproximadamente 4 mm posterior à margem orbital superior medial.

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria oftálmica
Drenagem
Veias oftálmicas
No exame físico
Palpação
Não palpável diretamente por estar dentro da órbita
Referência no exame
Sua localização corresponde à região onde há dor à palpação na tendinite troclear: canto superomedial da órbita, aproximadamente 4 mm posterior à margem orbital
Na clínica
  • Síndrome de Brown (síndrome da bainha do tendão do oblíquo superior): encurtamento ou aderência do tendão na tróclea, causando limitação da elevação em adução
  • Tendinite troclear: dor orbital medial superior que piora com movimentos oculares, especialmente olhar para baixo e lateral
  • Luxação traumática da tróclea: pode ocorrer em traumas orbitários, causando diplopia vertical e incapacidade de infraversão adequada
  • Ausência congênita da tróclea: causa estrabismo vertical incomitante e pode simular paralisia do nervo troclear
Cai na prova
  • Única estrutura muscular extraocular que passa por uma polia/reflexão antes de se inserir no globo
  • Ponto de referência anatômico para diferenciar paralisia do nervo troclear de síndrome de Brown: na paralisia há hipertropia que piora ao olhar para o lado contralateral; na síndrome de Brown há limitação mecânica da elevação em adução
  • Localização precisa na fossa troclear do frontal é cobrada em questões de anatomia óssea da órbita
  • Relação com nervos supratroclear e infratroclear (que passam próximos) é perguntada em questões de inervação sensitiva da região periorbital
Teste seu entendimento
  • Qual é a função biomecânica da tróclea do oblíquo superior?

  • Onde exatamente se localiza a tróclea na órbita?

  • Como diferenciar clinicamente uma paralisia do nervo troclear de uma síndrome de Brown?

  • Qual é a principal ação do músculo oblíquo superior após passar pela tróclea?

Não confunda

  • FMA49053

    O músculo oblíquo superior é a estrutura contrátil que se origina no ápice orbital; a tróclea é apenas a polia fibrocartilaginosa pela qual seu tendão passa e muda de direção.

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  • FMA50882

    O nervo troclear (IV par craniano) inerva o músculo oblíquo superior; a tróclea é a estrutura anatômica fibrocartilaginosa que serve de polia para o tendão desse músculo.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0