Atlas anatômico

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Esplênio do pescoço direito

Right splenius cervicis · FMA22726

Também chamada de: Esplênio cervical · Músculo esplênio cervical

Em 30 segundos

Músculo profundo da região posterior do pescoço, parte do grupo dos músculos esplênios. Estende-se das vértebras torácicas superiores aos processos transversos das vértebras cervicais superiores. Importante extensor e rotador ipsilateral da coluna cervical.

Função

Extensão da coluna cervical quando age bilateralmente; rotação ipsilateral e inclinação lateral ipsilateral quando age unilateralmente.

Onde fica e relações

Camada profunda da região posterior do pescoço, profundo ao trapézio e ao esplênio da cabeça, superficial aos músculos eretores da espinha cervicais.

  • Vizinhatrapézio (superficial)
  • Origemprocessos espinhosos de T3-T6
  • Inserçãoprocessos transversos de C1-C3
  • Inervaramos posteriores dos nervos espinhais cervicais inferiores
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria cervical profunda (ramo do tronco costocervical) e artéria cervical transversa.
Drenagem
Veias cervicais profundas que drenam para o sistema vertebral e para a veia braquiocefálica.
Inervação
Ramos posteriores (dorsais) dos nervos espinhais cervicais inferiores (C3-C6).
Origem, inserção e ação
Origem
Processos espinhosos das vértebras T3 a T6 (terceira a sexta torácicas).
Inserção
Tubérculos posteriores dos processos transversos das vértebras C1 a C3 (primeira a terceira cervicais).
Ação
Bilateralmente: extensão da coluna cervical. Unilateralmente: rotação ipsilateral e inclinação lateral ipsilateral da coluna cervical.
Inervação
Ramos posteriores dos nervos espinhais cervicais inferiores (C3-C6).
No exame físico
Palpação
Músculo profundo, coberto pelo trapézio e pelo esplênio da cabeça, não é diretamente palpável na superfície. Sua contração pode ser inferida durante rotação e extensão cervical, mas não há borda ou ventre muscular acessível ao exame físico de superfície.
Referência no exame
Sua ação contribui para a extensão e rotação ipsilateral da coluna cervical inferior, mas a avaliação clínica é funcional (testando esses movimentos) e não por palpação direta. Não serve como marco anatômico de superfície por estar completamente coberto por estruturas mais superficiais.
Na clínica
  • Espasmo do esplênio do pescoço é causa comum de cervicalgia e torcicolo, com dor à rotação contralateral e inclinação contralateral.
  • Lesão ou contratura pode causar postura anormal da cabeça com rotação ipsilateral persistente.
  • Pontos-gatilho (trigger points) neste músculo podem causar dor referida para o vértice do crânio e região occipital.
  • Whiplash (lesão em chicote) pode lesar o esplênio do pescoço, causando dor cervical posterior persistente.
Cai na prova
  • Ação de rotação ipsilateral (não contralateral) — pegadinha clássica em questões sobre músculos cervicais.
  • Diferenciação entre esplênio da cabeça (inserção no crânio) e esplênio do pescoço (inserção nos processos transversos cervicais).
  • Inervação por ramos posteriores dos nervos espinhais, não por nervos cranianos.
  • Localização profunda ao trapézio e superficial aos eretores da espinha — importante para questões de anatomia topográfica.
  • Origem torácica (T3-T6) e inserção cervical superior (C1-C3) — trajeto ascendente e lateral.
Teste seu entendimento
  • Quais são a origem e a inserção do esplênio do pescoço?

  • Qual é a ação do esplênio do pescoço quando contraído unilateralmente?

  • Qual é a inervação do esplênio do pescoço?

  • Como diferenciar clinicamente uma lesão do esplênio do pescoço de uma lesão do esplênio da cabeça?

  • Qual é a relação anatômica do esplênio do pescoço com o trapézio e os músculos eretores da espinha?

Não confunda

  • FMA22728

    O esplênio da cabeça insere-se no crânio (processo mastoide e linha nucal superior), enquanto o esplênio do pescoço insere-se nos processos transversos das vértebras cervicais superiores.

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  • FMA22874

    O semiespinal cervical tem origem mais inferior (T1-T6) e inserção nos processos espinhosos (não transversos) de C2-C5, além de ser mais profundo e ter trajeto mais vertical.

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  • Longuíssimo cervical direito

    O longuíssimo cervical faz parte do grupo eretor da espinha, é mais medial e profundo, e tem inserção nos processos transversos de C2-C6 (mais extenso que o esplênio do pescoço).

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0