Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Vômito no lactente de 5 semanas: do refluxo aparente à estenose hipertrófica do piloro

Preparo

  • Distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos em pediatria
  • Infecção do trato urinário na criança
Paciente
Homem, 0 anos
Fatores de risco
lactente do sexo masculino, 5 semanas de vida, nascido a termo, primeiro filho do casal (a estenose hipertrófica do piloro é mais comum em primogênitos e no sexo masculino, com razão descrita de 4:1), sem história familiar conhecida de estenose pilórica
Contexto: Primeiro filho de casal jovem, em aleitamento misto (materno e fórmula). A família mora perto do hospital de referência e tem fácil acesso a atendimento pediátrico, mas está visivelmente ansiosa com a possibilidade de cirurgia e com medo da anestesia num bebê tão pequeno.
Cenário
Pronto atendimento pediátrico e, após a confirmação diagnóstica, enfermaria de cirurgia pediátrica de hospital com laboratório, ultrassonografia e centro cirúrgico pediátrico disponíveis · avaliação de vômitos recorrentes num lactente de 5 semanas, da suspeita inicial de refluxo fisiológico à confirmação de estenose hipertrófica do piloro, passando por exclusão de obstrução intestinal alta, correção hidroeletrolítica pré-operatória, cirurgia, intercorrência infecciosa concomitante e altaRecursos disponíveis: pediatra e cirurgião pediátrico disponíveis, ultrassonografia abdominal com radiologista treinado em pediatria, seriografia esofagogastroduodenal (trânsito de bário) disponível, laboratório para eletrólitos, gasometria e exame de urina (jato médio ou cateterismo vesical), acesso venoso periférico com bomba de infusão, centro cirúrgico pediátrico para piloromiotomia, sonda orogástrica/nasogástrica para descompressão, se necessário
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar a regurgitação fisiológica do lactente (que ganha peso e está bem) do vômito patológico que exige investigação, sem tratar sinais de alarme já relatados como se fossem normais.
  • • Reconhecer o relato de vômito bilioso — mesmo isolado ou incerto — como sinal de alarme para obstrução intestinal alta (malrotação com volvo), que exige avaliação urgente antes de prosseguir com investigação de rotina.
  • • Diagnosticar estenose hipertrófica do piloro pelo quadro clínico clássico (vômito não bilioso em jato, 'oliva' palpável) e pelos critérios ultrassonográficos de espessura e comprimento do canal pilórico, sem prescrever inibidor de bomba de prótons empiricamente.
  • • Corrigir a desidratação e o distúrbio hidroeletrolítico (hipocloremia, hipopotassemia, alcalose metabólica) antes da cirurgia, sabendo que a piloromiotomia não é uma emergência, e evitar a reposição de potássio em bolus sem confirmar a função renal.
  • • Reconhecer a infecção do trato urinário como causa comum e facilmente esquecida de febre no lactente jovem, mesmo diante de um diagnóstico cirúrgico concomitante, e orientar a família sobre sinais de alarme para retorno após a alta.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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