Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Marta: a dor de cabeça que era outra coisa — violência contra a mulher na UBS
- Paciente
- Mulher, 32 anos
- Comorbidades
- cefaleia tensional recorrente, sem investigação prévia conclusiva
- Em uso de
- analgésico comum em uso eventual, por conta própria
- Fatores de risco
- relacionamento de seis anos marcado por ciúme e controle crescente do companheiro, faltou a duas consultas agendadas nos últimos três meses, quarta consulta em três meses pela mesma queixa vaga (cefaleia e dor no corpo), companheiro insiste em acompanhar todas as consultas e responder por ela, isolamento social crescente, sem rede de apoio próxima
- Cenário
- UBS urbana onde Marta é cadastrada há seis anos, com sala de acolhimento reservável, ficha de notificação compulsória do SINAN, telefone direto da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do território e articulação já estabelecida com o CREAS de referência · consulta de demanda espontânea por cefaleia recorrente e dor difusa, quarta vez em três meses pela mesma queixa, com o companheiro presente na sala desde o inícioRecursos disponíveis: sala de acolhimento reservável, fora da vista da recepção, ficha de notificação compulsória do SINAN, telefone direto da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), articulação estabelecida com o CREAS e a rede socioassistencial do território, agenda com vaga de retorno em curto prazo garantida pela equipe
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 5/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer sinais indiretos de violência (queixa somática recorrente, faltas, acompanhante que não sai da sala) e criar a oportunidade de entrevistar a paciente a sós.
- • Perguntar diretamente sobre violência, uma vez garantida a privacidade, sem aceitar respostas evasivas como encerramento da investigação.
- • Cumprir a notificação compulsória ao SINAN e a comunicação à autoridade policial em até 24 horas como deveres do serviço, independentes do consentimento da paciente.
- • Distinguir com clareza, na comunicação com a paciente, os deveres automáticos do serviço da representação criminal, que é decisão exclusiva dela.
- • Construir um plano de segurança concreto e articular a rede (assistência social, delegacia especializada) antes de liberar a consulta, sustentando o vínculo mesmo quando ela decide permanecer na relação.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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