Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Ventilação mecânica inicial na exacerbação grave da DPOC: do peso predito ao alarme de pico de pressão

Preparo

  • Sequência rápida de intubação: indicações, técnica e armadilhas
  • Falha de VNI e a decisão de intubação: reconhecer o momento antes da deterioração franca
  • Critérios objetivos de extubação e emergência anestésica segura
Paciente
Homem, 64 anos
Comorbidades
DPOC grave (GOLD D), VEF1 35% do previsto, múltiplas exacerbações no último ano, obesidade (IMC 33), hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, 40 anos-maço, ainda fumante
Em uso de
brometo de tiotrópio inalatório, formoterol/budesonida inalatório, oxigenoterapia domiciliar 2 L/min, losartana
Fatores de risco
escarro purulento e febre nos últimos 3 dias, sugerindo exacerbação infecciosa, baixa ingesta oral nos últimos 2 dias por causa da falta de ar, múltiplas internações prévias por exacerbação de DPOC
Contexto: mora com a esposa; aposentado, ex-operário de fábrica; a esposa está presente na sala de emergência desde a admissão
Cenário
Sala de emergência de hospital geral com ventilador mecânico e material de via aérea disponíveis, monitorização cardíaca contínua, gasometria arterial em caráter de urgência, e leito de UTI reservado para pós-intubação · insuficiência respiratória aguda hipercápnica em exacerbação de DPOC, com necessidade de ventilação mecânicaRecursos disponíveis: ventilador de VNI (BiPAP) e ventilador mecânico invasivo, material completo de via aérea (laringoscópio, tubos endotraqueais de múltiplos tamanhos, capnografia), gasometria arterial em caráter de urgência, cetamina, etomidato, propofol e bloqueadores neuromusculares disponíveis, radiografia de tórax portátil, leito de UTI com monitorização contínua para o período pós-intubação
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer os critérios de falha da ventilação não invasiva na exacerbação da DPOC (piora da acidose respiratória e do nível de consciência apesar de VNI otimizada) e agir sem atraso, sem sedar um paciente com via aérea não protegida.
  • • Otimizar a hemodinâmica antes da indução (posicionamento, volume) e escolher um agente de indução que leve em conta o broncoespasmo e o risco de hipotensão peri-intubação.
  • • Prescrever os parâmetros ventilatórios iniciais com segurança na doença obstrutiva: volume corrente pelo peso predito, frequência respiratória com tempo expiratório prolongado, e PEEP extrínseca baixa e titulada.
  • • Responder ao alarme de pressão de pico elevada com a checagem estruturada (pressão de platô, depois causa mecânica), em vez de aumentar a sedação por reflexo ou silenciar o alarme.
  • • Aplicar sedação e desmame guiados por metas objetivas (escala de sedação, teste de respiração espontânea) e comunicar prognóstico honestamente à família.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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