Formação
Diagnóstico diferencialResidente
Hipertensão de difícil controle na paciente jovem: quando é vasculite
Preparo
- Semiologia vascular: pulsos, pressão arterial e sinais de perfusão
- Terapia imunossupressora e imunobiológicos — rastreio pré-tratamento e vigilância
- Vasculites sistêmicas — reconhecimento e investigação
- Paciente
- Mulher, 27 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade prévia conhecida antes do quadro atual
- Em uso de
- losartana 50 mg/dia, iniciada há 3 meses para hipertensão de início recente
- Fatores de risco
- nenhum fator de risco cardiovascular tradicional (não fumante, não diabética, sem dislipidemia conhecida), sexo feminino e idade jovem — perfil demográfico típico de arterite de Takayasu, não de aterosclerose, cerca de 5 meses de sintomas constitucionais (fadiga, febre baixa intermitente, artralgias) precedendo o achado de hipertensão
- Cenário
- ambulatório de cardiologia, primeira consulta por encaminhamento da atenção primária · consulta ambulatorial de investigação de hipertensão secundária em paciente jovemRecursos disponíveis: angiotomografia e angiorressonância de aorta e ramos disponíveis no próprio serviço, provas de atividade inflamatória (VHS, PCR) de rotina no laboratório do próprio serviço, interconsulta com reumatologia disponível, agenda de 2-3 semanas, arteriografia por cateter disponível apenas no hospital terciário de referência, mediante agendamento, ambulatório de retorno com vaga em 4-6 semanas
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que assimetria pressórica/de pulso entre os membros associada a sintomas constitucionais e provas inflamatórias elevadas numa paciente jovem é padrão de vasculite de grandes vasos, e não hipertensão essencial isolada, mesmo quando a queixa de encaminhamento é 'hipertensão de difícil controle'
- • Priorizar imagem vascular não invasiva (angiotomografia ou angiorressonância) sobre a arteriografia por cateter como exame inicial de avaliação de atividade em vasculite de grandes vasos
- • Reconhecer atividade inflamatória — provas de fase aguda elevadas associadas a achado vascular novo — como indicação para iniciar glicocorticoide associado a um agente imunossupressor não-glicocorticoide, em vez de monoterapia ou observação
- • Diferenciar progressão radiológica de uma lesão já conhecida, sem sintoma isquêmico nem atividade inflamatória, de doença ativa — reconhecendo que essa diferença muda a conduta entre manter o tratamento, escalar imunossupressão e indicar intervenção vascular
- • Reconhecer que intervenção vascular eletiva (angioplastia, stent) só está indicada na ausência de atividade inflamatória e diante de sintoma isquêmico relevante, nunca como resposta automática a um achado isolado de imagem
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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