Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Valvopatia mitral: da estenose reumática à insuficiência secundária, anos depois

Preparo

  • Cardiopatia e gestação: estratificação de risco e manejo
  • Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida: terapia modificadora de doença
  • Anticoagulação na fibrilação atrial e manejo do risco tromboembólico
  • Febre reumática e cardite reumática no adulto

Estruturas do Atlas: 1

Paciente
Mulher, 24 anos
Comorbidades
febre reumática na infância, aos 9 anos, tratada com penicilina
Fatores de risco
história de febre reumática na infância (etiologia mais provável de valvopatia mitral no Brasil), ausência de acompanhamento cardiológico regular desde a infância
Contexto: professora do ensino fundamental, casada, sem filhos no início do caso, planeja engravidar nos próximos anos
Cenário
Ambulatório de cardiologia, com acesso a ecocardiografia transtorácica, eletrocardiograma, escore de Wilkins-Block, sala de hemodinâmica para valvoplastia mitral por balão (PBMV), Heart Team (cirurgia cardíaca, hemodinâmica e imagem cardiovascular), acompanhamento obstétrico de alto risco e programa de otimização do tratamento clínico da insuficiência cardíaca · acompanhamento ambulatorial longitudinal ao longo de aproximadamente 20 anos, da avaliação inicial da estenose mitral reumática à gestação de alto risco e a uma nova insuficiência mitral secundária décadas depoisRecursos disponíveis: ecocardiograma transtorácico, eletrocardiograma, escore de Wilkins-Block, valvoplastia mitral por balão (PBMV), Heart Team, anticoagulação com antagonista da vitamina K (varfarina), acompanhamento obstétrico de alto risco, otimização do tratamento clínico da insuficiência cardíaca, cineangiocoronariografia
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer os achados de exame físico e ecocardiográficos que definem estenose mitral grave, e diferenciar a etiologia reumática da degenerativa, já que a etiologia decide a elegibilidade para valvoplastia mitral por balão.
  • • Reconhecer que a pontuação CHA2DS2-VASc não se aplica à fibrilação atrial associada à estenose mitral reumática, e conduzir a anticoagulação com antagonista da vitamina K, com alvo de INR entre 2,0 e 3,0.
  • • Aplicar o escore de Wilkins-Block para indicar a valvoplastia mitral por balão como tratamento de escolha na estenose mitral reumática sintomática com anatomia favorável, em vez de cirurgia ou observação indefinida.
  • • Conduzir a descompensação da estenose mitral na gestação priorizando medidas clínicas antes de qualquer intervenção, e reconhecer o momento de indicar valvoplastia por balão mesmo durante a gravidez diante de sintomas maternos refratários.
  • • Diferenciar insuficiência mitral primária de secundária a partir da estrutura valvar ao ecocardiograma, e reconhecer que a otimização do tratamento clínico da insuficiência cardíaca precede a intervenção valvar na insuficiência mitral secundária.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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