Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Uso de cocaína, crack e outros estimulantes: manejo agudo e articulação de rede — o caso de Rogério
Preparo
- Redução de danos, entrevista motivacional e rede de cuidado
- Agitação por drogas psicoativas e substâncias de abuso
- Paciente
- Homem, 29 anos
- Comorbidades
- transtorno por uso de crack, uso contínuo há cerca de seis anos, situação de rua há cerca de oito meses
- Fatores de risco
- uso contínuo e intenso de crack nas últimas ~30 horas antes da chegada ('maratona'), situação de rua, com vulnerabilidade social e nutricional, nunca acompanhado em nenhum serviço de saúde mental antes deste episódio, vínculo familiar distante; sem rede de suporte próxima na cidade
- Cenário
- Emergência de hospital geral, com CAPS AD de referência no território · atendimento de urgência por agitação psicomotora e intoxicação aguda por estimulante, evoluindo para alta com articulação de rede e retorno ambulatorial no CAPS AD semanas depoisRecursos disponíveis: avaliação laboratorial de admissão (glicemia, eletrólitos, função renal, CPK, troponina), eletrocardiograma contínuo, equipe de emergência/cardiologia para interconsulta, benzodiazepínico e antipsicótico disponíveis para manejo da agitação, CAPS AD de referência do território para encaminhamento pós-alta
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer e conduzir a intoxicação aguda por cocaína/crack e outros estimulantes, priorizando benzodiazepínico para a agitação e evitando condutas que aumentam o risco de morte súbita — contenção mecânica precoce e fenotiazínicos.
- • Coordenar com a medicina de emergência/cardiologia o manejo da instabilidade cardiovascular e da hipertermia, evitando betabloqueador pelo risco de estimulação alfa sem oposição.
- • Distinguir psicose transitória por intoxicação de psicose persistente que ultrapassa o tempo esperado de eliminação da substância, sustentando acompanhamento em vez de alta precoce sem plano.
- • Comunicar de forma honesta a ausência de farmacoterapia consolidada para prevenção de recaída, sem prometer cura farmacológica.
- • Articular o cuidado continuado com a rede de atenção psicossocial (CAPS AD), na lógica da redução de danos, sustentando o vínculo mesmo diante de recaídas repetidas.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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