- Paciente
- Mulher, 61 anos
- Comorbidades
- adenocarcinoma de pulmão metastático (estádio IV), com implantes pericárdicos documentados em tomografia de estadiamento 3 semanas antes deste atendimento, hipertensão arterial sistêmica
- Em uso de
- losartana 50mg/dia, quimioterapia paliativa em curso (carboplatina + pemetrexede, último ciclo há 10 dias)
- Fatores de risco
- derrame pericárdico neoplásico já documentado antes deste atendimento, neoplasia ativa e imobilidade relativa por fadiga oncológica (fatores de risco para tromboembolismo venoso)
Contexto: aposentada, mora com a filha, mantém acompanhamento oncológico ambulatorial regular - Cenário
- Pronto-socorro de hospital geral com ultrassonografia point-of-care à beira-leito, ecocardiografia formal, sala de hemodinâmica/radiologia intervencionista e oncologia de plantão disponíveis · atendimento de emergência por dispneia progressiva e hipotensão em paciente oncológica com derrame pericárdico neoplásico conhecido, com decisões sequenciais guiadas por ultrassonografia point-of-care ao longo de uma internação de vários diasRecursos disponíveis: aparelho de ultrassonografia point-of-care à beira-leito, ecocardiografia transtorácica formal sob solicitação, sala de hemodinâmica/radiologia intervencionista para drenagem pericárdica guiada por imagem em tempo real, angiotomografia de artérias pulmonares, laboratório completo, incluindo função renal, equipe de oncologia e cardiologia de sobreaviso
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Formular a pergunta binária específica que o ultrassom point-of-care deve responder antes de posicionar o transdutor, em vez de escanear sem hipótese direcionada.
- • Reconhecer os sinais de fisiologia de tamponamento cardíaco (colapso diastólico do ventrículo direito, veia cava inferior pletórica) e diferenciá-los de derrame sem repercussão hemodinâmica.
- • Decidir a estratégia de drenagem pericárdica apropriada à estabilidade hemodinâmica, preferindo orientação por imagem em tempo real quando o quadro permite.
- • Usar a veia cava inferior e o padrão pulmonar ao ultrassom para guiar a reposição volêmica e reconhecer sobrecarga de volume iatrogênica, corrigindo-a sem atrasar o reconhecimento de uma nova sobrecarga aguda de câmaras direitas.
- • Reconhecer os limites do ultrassom point-of-care — quando uma imagem tecnicamente limitada exige exame formal ou confirmatório antes de uma decisão terapêutica de alto risco, sem que isso atrase um tratamento já indicado por diagnóstico confirmado.