Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Úlcera péptica perfurada: da dor em facada ao controle de foco
Preparo
- Choque séptico de foco cirúrgico
- Lesão de mucosa gástrica por AINE e antiagregantes: estratificação de risco e prevenção primária
- Abdome agudo e seus diagnósticos diferenciais
- Paciente
- Homem, 54 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica em tratamento irregular, tabagismo atual
- Em uso de
- naproxeno 500mg via oral, uso diário automedicado há anos para lombalgia crônica, sem orientação médica regular nem proteção gástrica associada, losartana, uso irregular
- Fatores de risco
- uso crônico de anti-inflamatório não esteroidal (AINE) sem proteção gástrica, tabagismo, hipertensão mal controlada
- Cenário
- Pronto-socorro de hospital secundário com cirurgia geral de sobreaviso; tomógrafo compartilhado com o setor de trauma, não prontamente disponível no momento da chegada; banco de sangue; centro cirúrgico de urgência com capacidade laparoscópica e aberta; UTI disponível para suporte pós-operatório · emergência cirúrgica — abdome agudo perfurativoRecursos disponíveis: radiografia de tórax/abdome em ortostase, disponível de imediato, tomografia computadorizada de abdome, com fila de espera pelo setor de trauma, estudo contrastado com contraste hidrossolúvel (oral ou por sonda nasogástrica), hemograma, lactato, gasometria, proteína C-reativa, banco de sangue com hemocomponentes disponíveis, centro cirúrgico de urgência com capacidade laparoscópica e de conversão para via aberta, UTI disponível para suporte pós-operatório
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a apresentação clínica do abdome agudo perfurativo por úlcera péptica e conduzir a investigação diagnóstica mesmo quando a radiografia inicial não mostra pneumoperitônio, sabendo que o sinal está ausente numa fração relevante dos casos verdadeiros.
- • Ressuscitar o paciente com metas hemodinâmicas objetivas (pressão arterial média, diurese, lactato) SIMULTANEAMENTE à indicação cirúrgica e ao início da antibioticoterapia empírica de amplo espectro, sem transformar a ressuscitação em pré-requisito sequencial que atrasa a cirurgia.
- • Reconhecer os critérios estritos que sustentam (ou não) o tratamento não operatório diante de peritonite, e escolher a via de acesso cirúrgica (laparoscópica ou aberta) conforme a estabilidade hemodinâmica do paciente.
- • Executar a técnica cirúrgica apropriada conforme o achado intraoperatório — reparo primário para perfurações pequenas, biópsia da borda e consideração de ressecção diante de úlcera gástrica grande ou com suspeita de malignidade — e nunca deixar uma perfuração sem controle de foco.
- • Vigiar ativamente as complicações pós-operatórias (deiscência de sutura, coleção) e orientar o paciente, antes da alta, sobre os dois fatores de risco modificáveis conhecidos da doença — uso de AINE e infecção por H. pylori.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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