Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Luxação de joelho com comprometimento vascular e síndrome compartimental: reduzir, reavaliar e não confiar no pulso

Preparo

  • Síndrome compartimental aguda de perna
  • Luxação de joelho: lesão vascular poplítea oculta
Paciente
Homem, 27 anos
Fatores de risco
sexo masculino e idade jovem (maior incidência de trauma de alta energia), trauma de alta energia (colisão moto x carro em via pública), mecanismo com luxação de joelho — até 40% de risco de lesão vascular associada, fratura-luxação exposta — maior risco de infecção e de síndrome compartimental
Contexto: solteiro, mora sozinho; trabalha como motociclista de aplicativo de entrega; a irmã, Débora, foi avisada e está a caminho do hospital
Cenário
Pronto-Socorro de hospital de referência em trauma, com ortopedia e cirurgia vascular de sobreaviso, sala de redução/imobilização, manômetro para medida de pressão intracompartimental e centro cirúrgico disponível 24h · admissão por trauma de alta energia (colisão moto x carro) com luxação de joelho e fratura exposta associadaRecursos disponíveis: exame físico e neurovascular seriado, radiografia e, se necessário, angiotomografia, manômetro para medida de pressão intracompartimental, sala de redução/imobilização, antibioticoterapia e avaliação/profilaxia antitetânica, interconsulta de ortopedia e de cirurgia vascular, centro cirúrgico disponível 24h para fasciotomia de emergência
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer sinais de comprometimento vascular associados a uma luxação (pulso ausente, palidez, frialdade) como indicação de redução fechada IMEDIATA, sem aguardar confirmação radiográfica.
  • • Realizar e documentar avaliação neurovascular ANTES e DEPOIS de qualquer manobra de redução ou imobilização, reconhecendo que a própria manobra pode causar ou revelar lesão adicional.
  • • Conduzir o manejo inicial de uma fratura exposta — antibioticoterapia precoce, avaliação e profilaxia antitetânica, e cobertura adequada da ferida sem reabertura repetida — sem atrasar a profilaxia até o centro cirúrgico.
  • • Reconhecer dor desproporcional à lesão e dor à extensão passiva como os sinais mais precoces e confiáveis de síndrome compartimental, sabendo que um pulso distal palpável NÃO exclui o diagnóstico.
  • • Interpretar a medida de pressão intracompartimental (pressão absoluta e pressão delta) para indicar fasciotomia de emergência sem atraso evitável, e conduzir o pós-operatório com ferida aberta para fechamento tardio e monitorização de rabdomiólise/lesão renal.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado