Formação
Decisão clínicaResidente
Trauma cranioencefálico e raquimedular: a triagem cirúrgica sem neurocirurgião na sala
Preparo
- Fisiopatologia da hipertensão intracraniana e herniação
- Trauma cervical
- Paciente
- Homem, 44 anos
- Fatores de risco
- trauma de alta energia (colisão de motocicleta contra poste a cerca de 60 km/h), atendimento inicial em hospital sem neurocirurgião disponível
- Cenário
- Hospital Regional de Itapemirim, unidade de urgência sem neurocirurgião disponível; serviço de referência com neurocirurgia a cerca de 25 minutos por via terrestre · triagem e estabilização cirúrgica inicial de politraumatizado com trauma cranioencefálico e suspeita de trauma raquimedular associado, antes da transferência inter-hospitalarRecursos disponíveis: tomografia computadorizada de crânio disponível no local, colar cervical e prancha rígida, acesso venoso periférico calibroso, ventilador mecânico de transporte, ambulância de suporte avançado para transferência inter-hospitalar, linha direta com a central de regulação/serviço de referência com neurocirurgia
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que um hematoma extradural com volume acima de 30 mL indica evacuação cirúrgica independentemente do nível de consciência atual, e que a trepanação fora de um serviço com neurocirurgia é medida de exceção — reservada a cenários em que a transferência não é viável em tempo hábil —, não a primeira escolha quando o transporte é possível.
- • Priorizar a comunicação da suspeita de compressão medular por fratura-luxação cervical como achado tempo-sensível (janela de benefício da descompressão cirúrgica precoce medida em horas), sem tratá-la como avaliação eletiva.
- • Aplicar os critérios objetivos (Glasgow menor que 8 associado a tomografia de crânio já alterada) que indicam a necessidade de monitorização invasiva da pressão intracraniana, comunicando essa mudança ao serviço de referência.
- • Reconhecer quando a interrupção da sedação para reavaliação neurológica NÃO é indicada — por exemplo, diante de insuficiência respiratória com via aérea definitiva — evitando um 'despertar' que pode agravar o quadro sem benefício real de reavaliação.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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