Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Trauma cervical penetrante: sinais duros e brandos guiando a conduta

Preparo

  • Avaliação por imagem do trauma vascular cervical e torácico por zona anatômica
  • Via aérea em trauma cervical e coluna instável
Paciente
Homem, 27 anos
Fatores de risco
ferimento penetrante por arma branca em região cervical — mecanismo de risco para lesão vascular e aerodigestiva subjacente, mesmo sem sinal duro na apresentação inicial
Contexto: entregador por aplicativo, mora sozinho; um amigo o acompanhou até a emergência e é quem aciona a família
Cenário
Pronto-socorro de hospital terciário com trauma team, angiotomografia disponível 24 horas, esofagografia contrastada, radiologia intervencionista e centro cirúrgico de urgência · atendimento de urgência de trauma cervical penetranteRecursos disponíveis: exame físico seriado, angiotomografia (angioTC) de pescoço, esofagografia contrastada, radiologia intervencionista / angiografia digital, banco de sangue, centro cirúrgico de urgência 24h
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que, na ausência de sinais duros de lesão cervical (hemorragia ativa, hematoma em expansão, sopro/frêmito, choque refratário, hemoptise/hematêmese maciças, ar borbulhando pela ferida, déficit neurológico evolutivo), a angiotomografia associada a exame físico seriado substitui a exploração cirúrgica mandatória — mesmo diante de violação do platisma —, e que um sinal brando isolado (disfagia leve) não muda essa conduta inicial.
  • • Nunca explorar a ferida cervical à beira-leito com instrumento ou dedo, nunca liberar o paciente para casa apesar de violação confirmada ou suspeita do platisma (independentemente da estabilidade clínica), e nunca indicar sonda nasogástrica em ferimento cervical penetrante, pelo risco de precipitar ruptura de hematoma.
  • • Reconhecer que uma radiografia normal NÃO exclui lesão esofágica, que sinais brandos (hemoptise leve, enfisema subcutâneo) surgidos posteriormente exigem esofagografia contrastada, e que lesão esofágica confirmada exige acionamento imediato da cirurgia — nunca observação clínica isolada nem adiamento da conduta.
  • • Priorizar a obtenção de via aérea definitiva precoce diante de hematoma cervical em expansão e rouquidão progressiva (sinal duro novo), antes que a distorção anatômica dificulte ainda mais a intubação, e controlar hemorragia na ferida com pressão direta simples — nunca com clampeamento ou sondagem às cegas do trajeto, nem com oclusão simultânea das duas carótidas.
  • • Diferenciar a conduta por zona anatômica e por sinal clínico: uma lesão em zona I assintomática ainda exige avaliação vascular do arco aórtico/grandes vasos e avaliação esofágica (até um terço é assintomático na apresentação inicial), um sopro carotídeo em zona III (sinal duro) exige investigação por imagem antes de decidir entre abordagem aberta e endovascular quando o paciente está estável, e todo paciente com violação do platisma deve ser internado com vigilância dirigida às complicações típicas, independentemente da estabilidade.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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