Formação
Diagnóstico diferencialResidente
Fraqueza funcional com sinais positivos: diagnosticar e tratar sem negar o sintoma
Preparo
- Semiologia neurológica básica: exame motor, reflexos e nervos cranianos
- Transtorno factício e simulação
- Interpretação de eletroencefalograma e vídeo-EEG
- Paciente
- Mulher, 29 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade clínica relevante conhecida, sem transtorno psiquiátrico diagnosticado previamente
- Em uso de
- nenhuma medicação de uso contínuo
- Fatores de risco
- mudança recente de cargo no trabalho, relatada pela família como período de estresse, sem história de trauma cranioencefálico, uso de substâncias ou epilepsia prévia
- Cenário
- enfermaria de neurologia (interconsulta psiquiátrica hospitalar) · interconsulta psiquiátrica solicitada pela neurologiaRecursos disponíveis: equipe de neurologia disponível para discussão conjunta do caso, fisioterapia especializada em sintomas neurológicos funcionais disponível no hospital, psicoterapia (encaminhamento ambulatorial) disponível na rede do serviço, resultado de ressonância de crânio e de vídeo-eletroencefalograma contínuo já disponíveis no prontuário
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Firmar o diagnóstico de transtorno neurológico funcional por sinais positivos ao exame (sinal de Hoover, entrainment do tremor) e por vídeo-EEG sem correlato epileptiforme, em vez de tratá-lo apenas como diagnóstico de exclusão
- • Comunicar o diagnóstico de forma que afirme a legitimidade do sintoma e sustente a adesão ao tratamento, sem sugerir fingimento nem dizer que 'não há nada de errado'
- • Diferenciar transtorno neurológico funcional de simulação, reconhecendo que rotular como simulação exige evidência de ganho externo e de engano intencional, ausente neste quadro
- • Encaminhar para fisioterapia especializada e psicoterapia como tratamento de primeira linha, mantendo vigilância para sinais de alarme neurológicos novos sem encerrar o vínculo de cuidado
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado