Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transtorno obsessivo-compulsivo grave com conteúdo escondido por vergonha: o caso de Rafael

Preparo

  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
  • Psicopatologia descritiva: sinais e sintomas
  • Neuromodulação não invasiva e invasiva
Paciente
Homem, 27 anos
Comorbidades
transtorno obsessivo-compulsivo com obsessões de contaminação, rituais de verificação e conteúdo obsessivo agressivo/sexual não revelado espontaneamente, com cerca de 8 meses de piora progressiva, dermatite de contato nas mãos secundária à lavagem excessiva repetida, ainda sem avaliação dermatológica
Fatores de risco
rituais de lavagem das mãos até cerca de 40 vezes por dia, com prejuízo funcional progressivo (atrasos recorrentes no trabalho), mãe (Dona Marta) residente no mesmo domicílio, participando ativamente dos rituais de contaminação e fornecendo reasseguramento repetido
Contexto: casado, mora com a esposa e, na mesma casa, com a mãe; técnico de informática, com risco de perda do emprego por atrasos recorrentes causados pelos rituais de verificação
Cenário
Ambulatório de psiquiatria, com acompanhamento longitudinal ao longo de mais de 2 anos · acompanhamento ambulatorial de transtorno obsessivo-compulsivo, do diagnóstico à resposta parcial, à refratariedade e ao planejamento de manutençãoRecursos disponíveis: entrevista estruturada e escala Yale-Brown (Y-BOCS) para dimensionar gravidade, avaliação de insight ao longo de um espectro, não binária, titulação de ISRS em dose específica para TOC, com reavaliação após ensaio terapêutico completo, encaminhamento para terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta (EPR), psicoeducação familiar estruturada, interconsulta com dermatologia, encaminhamento a centro especializado para potencialização farmacológica avançada e avaliação de neuromodulação em caso refratário
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar obsessão egodistônica de conteúdo delirante ao longo de um espectro de insight, sem rotular como psicose primária diante de convicção quase delirante sem alucinações.
  • • Perguntar ativamente por conteúdos obsessivos agressivos e sexuais que o paciente esconde por vergonha, reconhecendo sua natureza egodistônica sem presumir intenção real de dano.
  • • Prescrever ISRS em dose específica para TOC — mais alta que a usada na depressão — e aguardar o ensaio terapêutico completo de 8 a 12 semanas antes de julgar falha.
  • • Indicar terapia com exposição e prevenção de resposta (EPR) como componente essencial do tratamento, mesmo diante da preferência do paciente por medicação isolada.
  • • Reconhecer a acomodação familiar e o antagonismo familiar como os dois extremos igualmente prejudiciais aos rituais, conduzindo psicoeducação estruturada, e indicar potencialização farmacológica e neuromodulação no caso refratário com segurança.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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