Formação
CondutaResidente
A dívida escondida e o remédio do Parkinson
Preparo
- Tratamento escalonado da doença de Parkinson e complicações motoras
- Avaliação do risco de heteroagressão e de violência
- Paciente
- Homem, 68 anos
- Comorbidades
- Doença de Parkinson diagnosticada há 6 anos, em acompanhamento regular com neurologista assistente, hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, sem história prévia (anterior ao uso de agonista dopaminérgico) de jogo patológico, hipersexualidade, uso abusivo de álcool ou qualquer outro transtorno do controle de impulsos
- Em uso de
- levodopa/carbidopa 100/25 mg, 4 vezes ao dia, pramipexol (agonista dopaminérgico) 1,5 mg/dia — introduzido há 8 meses, com aumento de dose há 3 meses por piora dos sintomas motores, losartana 50 mg/dia
- Fatores de risco
- uso de agonista dopaminérgico — o principal fator de risco reconhecido para transtorno do controle de impulsos em Parkinson, ausência de história prévia de comportamento impulsivo, o que reforça a relação temporal com a medicação em vez de um padrão de personalidade preexistente, início dos sintomas comportamentais coincidindo com o aumento de dose do agonista
- Cenário
- ambulatório de neuropsiquiatria / transtornos do movimento · consulta ambulatorial de reavaliação, motivada por relato da esposaRecursos disponíveis: contato direto com o neurologista assistente do próprio serviço, que prescreveu e acompanha o esquema dopaminérgico, ambulatório de terapia cognitivo-comportamental voltada a transtornos do controle de impulsos, serviço social do ambulatório, para apoio à família na organização financeira e de cuidados, possibilidade de retorno em intervalo curto (dias) se necessário, sem depender de fila de agendamento externa
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer o transtorno do controle de impulsos (jogo patológico, hipersexualidade) como possível efeito adverso iatrogênico de agonista dopaminérgico, investigando a ausência de história prévia e a relação temporal com a medicação antes de atribuí-lo a personalidade ou a outro transtorno psiquiátrico primário
- • Conduzir a revisão de uma terapia dopaminérgica associada a transtorno do controle de impulsos de forma gradual e articulada com a neurologia assistente, nunca por suspensão abrupta e unilateral
- • Monitorizar sintomas de síndrome de abstinência do agonista dopaminérgico durante a redução, e considerar terapia cognitivo-comportamental quando a modificação farmacológica não for suficiente
- • Diferenciar hipersexualidade iatrogênica de uma mudança de caráter ou de uma parafilia com vítima potencial, e organizar uma medida concreta de proteção para um terceiro identificável exposto a esse comportamento
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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