Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transtorno factício e simulação: da hipoglicemia sem explicação ao dever de proteger uma criança

Preparo

  • Doença fabricada ou induzida pelo cuidador
  • Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
  • Manejo de hiperglicemia e hipoglicemia no paciente internado
Paciente
Mulher, 34 anos
Comorbidades
quinta internação em 14 meses por hipoglicemia grave recorrente, sem diagnóstico de diabetes mellitus e sem etiologia definida nas internações anteriores, técnica de enfermagem, atua em UTI de outro hospital, com acesso rotineiro a insulina e outros medicamentos controlados
Em uso de
nenhuma medicação de uso contínuo declarada pela paciente
Fatores de risco
profissional da área da saúde, com acesso facilitado a insulina e conhecimento técnico sobre seu uso, resistência a autorizar a equipe a buscar registros de internações anteriores em outros serviços, múltiplas investigações extensas sem diagnóstico definitivo nas internações anteriores, mãe de uma filha de 3 anos com múltiplas idas a pronto-socorro por episódios de apneia sem diagnóstico definido
Contexto: Mora sozinha com a filha, Ana Luiza, de 3 anos; o pai da criança é pouco presente e pouco envolvido no cuidado, segundo relato da própria paciente. Está afastada do trabalho pela quinta internação.
Cenário
enfermaria de Clínica Médica de hospital geral · interconsulta psiquiátrica hospitalar (consultation-liaison)Recursos disponíveis: prontuário eletrônico com registros das internações anteriores neste serviço, possibilidade de solicitar registros de outros serviços mediante autorização, laboratório com dosagem de insulina, peptídeo C, proinsulina e rastreio de sulfonilureias/secretagogos, equipe de enfermagem para observação direta durante a internação, serviço social e núcleo de proteção à criança e ao adolescente do hospital, psiquiatria de enlace disponível para acompanhamento longitudinal, assessoria jurídica institucional para orientação sobre notificação compulsória
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar transtorno factício de simulação pela motivação (ganho interno de assumir o papel de doente x ganho externo concreto), reconhecendo que simulação não é uma categoria diagnóstica do DSM-5-TR.
  • • Reconhecer os sinais de alerta clínicos e laboratoriais de hipoglicemia factícia por administração exógena de insulina, incluindo o padrão bioquímico que a distingue de insulinoma ou de ingestão de secretagogo oral.
  • • Conduzir a abordagem diagnóstica e a eventual comunicação dos achados de forma não confrontativa, preservando o vínculo terapêutico e evitando iatrogenia por procedimentos invasivos desnecessários.
  • • Documentar objetivamente os achados no prontuário, sem juízo de valor ou rótulos estigmatizantes.
  • • Reconhecer sinais de alerta de transtorno factício imposto a outro contra uma criança e cumprir o dever legal de notificação compulsória ao Conselho Tutelar.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado