Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transtorno de personalidade borderline: diagnóstico e manejo — o caso de Bianca

Preparo

  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
Paciente
Mulher, 27 anos
Comorbidades
transtorno de personalidade borderline (TPB), diagnóstico prévio estabelecido, quatro internações psiquiátricas anteriores por crises semelhantes, sem comorbidades clínicas relevantes
Em uso de
ISRS em uso contínuo, benzodiazepínico em uso contínuo há vários meses, sem alvo terapêutico definido, antipsicótico em dose baixa, sem alvo terapêutico definido
Fatores de risco
autolesão recorrente ao longo dos últimos anos, término de um relacionamento de dois anos há dois dias, isolamento social e não resposta a mensagens nas últimas 24 horas antes da crise atual, uso ocasional de álcool
Contexto: mora sozinha; trabalha como recepcionista; poucos vínculos de apoio próximos além de uma amiga e da mãe, que mora em outra cidade
Cenário
Pronto-socorro psiquiátrico e, em seguida, enfermaria de internação psiquiátrica breve de um hospital geral, com reunião de equipe multiprofissional e continuidade em acompanhamento ambulatorial · atendimento de crise no pronto-socorro, seguido de internação breve e planejada, reunião de equipe e contato posterior pela linha de crise do serviçoRecursos disponíveis: equipe de enfermagem e técnicos de enfermagem da unidade psiquiátrica, reunião de equipe multiprofissional, linha de crise do serviço para contato fora do horário, psicoterapia especializada disponível por encaminhamento (terapia dialético-comportamental), prontuário eletrônico com plano de crise registrado
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 5/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer autolesão e ideação suicida recorrentes no transtorno de personalidade borderline sem usar o diagnóstico como rótulo pejorativo, diferenciando o padrão crônico de sinais concretos de escalada do risco imediato.
  • • Decidir sobre internação psiquiátrica breve e com propósito definido, explorando alternativas de manejo de crise antes de indicar admissão, e evitando internações sem prazo nem critério de alta.
  • • Reconhecer a cisão da equipe diante de um paciente com transtorno de personalidade borderline como fenômeno esperado do quadro, resolvendo-a em reunião formal de equipe em vez de conduta unilateral.
  • • Revisar a farmacoterapia à luz da ausência de tratamento medicamentoso específico para os sintomas centrais do transtorno, evitando polifarmácia sem alvo terapêutico definido.
  • • Planejar a alta e a continuidade do cuidado com encaminhamento a psicoterapia especializada baseada em evidência, sustentando um plano de crise consistente entre diferentes profissionais e plantões.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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