Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transtorno de pânico e agorafobia: o caso de Juliana

Preparo

  • Dor torácica indiferenciada na porta de entrada
  • Transtorno por uso de álcool: rastreamento e diagnóstico
  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
Paciente
Mulher, 29 anos
Fatores de risco
jornada de trabalho longa (cerca de 10h/dia) em central de atendimento, com alta demanda, mãe com história de transtorno de ansiedade, nunca tratada formalmente, mora sozinha, longe da família de origem, consumo diário elevado de café e bebidas energéticas no trabalho
Contexto: solteira, trabalha como atendente em central telefônica, mora sozinha em apartamento alugado; boa rede de colegas de trabalho, família em outra cidade
Cenário
Pronto-Socorro de hospital geral, com seguimento ambulatorial posterior em psiquiatria · atendimento de emergência por episódio agudo de dor torácica com sintomas ansiosos, evoluindo para diagnóstico e seguimento ambulatorial de transtorno de pânico com agorafobia ao longo de aproximadamente nove mesesRecursos disponíveis: eletrocardiograma e dosagem de troponina disponíveis na emergência, monitorização contínua à beira-leito, interconsulta/encaminhamento a psiquiatria disponível, ISRS e benzodiazepínicos disponíveis para prescrição, encaminhamento a terapia cognitivo-comportamental (TCC) ambulatorial disponível na rede
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer os critérios diagnósticos do DSM-5 para transtorno de pânico (episódios recorrentes e inesperados + mais de um mês de preocupação persistente/evitação), sem fechar diagnóstico psiquiátrico antes de afastar causas orgânicas na primeira apresentação de dor torácica aguda.
  • • Rastrear ativamente risco de ideação suicida e de uso de álcool/substâncias em pacientes com transtorno de pânico, reconhecendo o risco aumentado documentado na literatura para as duas condições.
  • • Escolher a farmacoterapia inicial de primeira linha (ISRS, com benzodiazepínico apenas como ponte de curto prazo), evitando a conversão do benzodiazepínico da urgência em monoterapia contínua.
  • • Reconhecer agorafobia como diagnóstico associado ao transtorno de pânico segundo os critérios do DSM-5-TR, evitando reforçar a evitação em vez de tratá-la, e indicar terapia cognitivo-comportamental combinada com farmacoterapia.
  • • Decidir a duração adequada do tratamento medicamentoso (12-24 meses), evitando suspensão precoce sem rede de segurança.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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