Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transtorno de estresse pós-traumático e violência doméstica continuada: o caso de Cíntia

Preparo

  • Transtorno por uso de álcool: rastreamento e diagnóstico
  • Insônia crônica e abordagem não farmacológica
Paciente
Mulher, 34 anos
Comorbidades
sem comorbidades clínicas prévias conhecidas, uso diário de álcool (vinho) há alguns meses, referido como forma de conseguir dormir
Em uso de
sem medicação psiquiátrica regular prescrita, uso ocasional e não prescrito de clonazepam obtido de uma amiga, iniciado recentemente
Fatores de risco
exposição a evento traumático há 4 meses (estrangulamento por parceiro, com quase perda de consciência), dentro de um padrão de violência física e psicológica de aproximadamente 2 anos, exposição ao trauma NÃO cessou — ainda reside com o agressor, automedicação com álcool diário e benzodiazepínico não prescrito para dormir
Contexto: casada há 9 anos com Marcelo, um filho de 8 anos; trabalha como operadora de caixa em supermercado; encaminhada pela clínica geral após consulta por insônia e irritabilidade
Cenário
Ambulatório de psiquiatria, com consultas de acompanhamento ao longo de aproximadamente 3 meses, incluindo contato telefônico entre consultas quando indicado · consulta inicial por encaminhamento da clínica geral, evoluindo para acompanhamento programado de diagnóstico e tratamento de transtorno de estresse pós-traumáticoRecursos disponíveis: psicoterapia focada no trauma (terapia cognitivo-processual, EMDR ou exposição prolongada) por encaminhamento, avaliação de risco de suicídio e plano de segurança, articulação com rede de proteção à mulher em situação de violência doméstica (Lei Maria da Penha, Casa da Mulher Brasileira, CRAS/CREAS), contato telefônico programado entre consultas para monitorização, avaliação médica presencial urgente quando indicado
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Conduzir a entrevista inicial de TEPT sem exigir o relato detalhado do trauma, e perguntar diretamente sobre segurança atual quando a exposição pode não ter cessado.
  • • Diagnosticar TEPT pelos quatro domínios sintomáticos (intrusão, esquiva, alterações negativas de cognição/humor, hiperexcitabilidade) e pelo critério de duração superior a 1 mês, distinguindo-o do transtorno de estresse agudo.
  • • Reconhecer TEPT complexo (CID-11) quando desregulação afetiva, autopercepção negativa persistente e prejuízo relacional se somam ao quadro central, especialmente diante de trauma continuado como violência doméstica.
  • • Indicar psicoterapia focada no trauma como primeira linha de tratamento, e manejar o uso concomitante de álcool e benzodiazepínico sem excluir a paciente do tratamento nem prescrever um novo sedativo.
  • • Sustentar o tratamento baseado em evidência diante de piora transitória esperada durante o processamento do trauma, e articular rede de proteção e sinais de alarme quando a exposição à violência ainda não está resolvida.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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