Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transtorno bipolar: diagnóstico e risco de virada — o caso de Renata

Preparo

  • Estabilizadores de humor e monitorização sérica
  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
Paciente
Mulher, 24 anos
Em uso de
sertralina 50 mg/dia, iniciada há 6 semanas pelo clínico geral
Fatores de risco
primeiro episódio depressivo aos 19 anos (início precoce, antes dos 25), já teve ao todo 6 episódios depressivos ao longo de 5 anos (alto número de episódios), mãe com diagnóstico de transtorno bipolar, mudança de comportamento relatada pela família (menos sono sem cansaço, fala acelerada, compras impulsivas) surgindo durante o tratamento com antidepressivo, mulher em idade fértil, sem método contraceptivo efetivo confirmado no momento
Contexto: analista de projetos, casada, mora com o marido, que a acompanha na consulta e é a principal fonte de informação sobre a mudança de comportamento recente
Cenário
Ambulatório de psiquiatria, consulta de reavaliação de episódio depressivo em tratamento · consulta ambulatorial única, estendida, com necessidade de investigar hipomania/mania prévia diante de uma depressão que não responde como esperado e de um relato familiar recente de mudança de comportamento sob antidepressivoRecursos disponíveis: marido presente na sala de espera, disponível para entrevista de informante mediante consentimento da paciente, tempo de consulta suficiente para entrevista estendida e ligação/conversa com o informante na mesma sessão, material de psicoeducação e plano de segurança disponíveis para entrega à paciente e à família, possibilidade de agendar retorno em intervalo curto, conforme necessidade clínica
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Investigar ativamente hipomania prévia em todo paciente que se apresenta com depressão, inclusive quando o próprio paciente descreve o período como positivo e sem sofrimento subjetivo.
  • • Reconhecer bandeiras de alarme para um curso bipolar numa depressão — início precoce, múltiplos episódios depressivos, história familiar de transtorno bipolar — e buscar informação de terceiros quando o insight do próprio paciente sobre hipomania é tipicamente limitado.
  • • Antecipar e evitar a virada maníaca ou a instabilidade de humor induzida por antidepressivo em monoterapia diante de sinais de alerta já identificados, sem aguardar confirmação diagnóstica completa para agir com cautela.
  • • Priorizar a avaliação estruturada de risco de suicídio diante do surgimento de sintomas mistos concomitantes a um episódio depressivo, reconhecendo esse período como particularmente perigoso.
  • • Decidir a conduta clínica e comunicar à família com honestidade quando a suspeita de bipolaridade não se confirma nem se descarta, evitando tanto o fechamento prematuro quanto a exclusão prematura do diagnóstico.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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