Formação

CondutaResidente

Transtorno de ansiedade generalizada: diagnóstico e manejo ambulatorial

Preparo

  • Antidepressivos: classes, seleção e efeitos adversos
Paciente
Homem, 41 anos
Comorbidades
quadro compatível com transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação excessiva e de difícil controle há 10 meses, quase todos os dias, sobre múltiplos temas (finanças, saúde, família), com tensão muscular, insônia inicial, irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração, com prejuízo funcional documentado no trabalho, investigação cardiológica prévia por palpitações (ECG e Holter normais) e gastroenterológica por desconforto abdominal (endoscopia digestiva alta normal); TSH normal
Fatores de risco
consumo diário elevado de cafeína: 5 a 6 xícaras de café e 2 bebidas energéticas, prejuízo funcional documentado: avaliação de desempenho abaixo do habitual no trabalho, atribuída pelo próprio paciente à dificuldade de concentração e à fadiga
Contexto: Pequeno empresário, casado, dois filhos. Nunca fez acompanhamento psiquiátrico ou psicológico antes. Nega uso de álcool ou outras substâncias. Chegou à consulta encaminhado pelo cardiologista, que não encontrou causa cardíaca para as palpitações.
Cenário
ambulatório · primeira consulta psiquiátrica ambulatorial, por encaminhamento do cardiologistaRecursos disponíveis: ambulatório de psiquiatria com retorno em 2 a 4 semanas disponível, ISRS, IRSN, pregabalina e antipsicóticos atípicos disponíveis na farmácia do serviço, psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental) disponível por encaminhamento, com fila de algumas semanas, exames laboratoriais prévios (TSH, hemograma) já disponíveis no prontuário
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 1/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Estabelecer o diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada (TAG) apenas depois de afastar causas externas sustentadoras comuns — cafeína e disfunção tireoidiana —, sem deixar de tratar por excesso de investigação nem tratar precipitadamente sem esse passo
  • • Indicar ISRS ou IRSN associado a terapia cognitivo-comportamental como tratamento de primeira linha, evitando o benzodiazepínico contínuo e indefinido como estratégia principal pelo risco de dependência e tolerância num transtorno crônico
  • • Conduzir a piora inicial de ansiedade/agitação nas primeiras semanas de ISRS/IRSN sem aprovar a suspensão abrupta por conta própria, oferecendo reavaliação mais próxima
  • • Reabrir a investigação — adesão, diagnóstico, causas externas, engajamento em psicoterapia — diante de falha a duas tentativas farmacológicas adequadas, antes de simplesmente somar mais um antidepressivo serotonérgico
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado