Formação

ComunicaçãoResidente

Passagem de cuidado após o IAM: o que a enfermaria precisa saber

Preparo

  • Transição de cuidado, alta hospitalar, reconciliação medicamentosa e segurança do paciente
Paciente
Homem, 61 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica em tratamento prévio ao internamento, IAM anterior com supradesnivelamento do segmento ST há 4 dias, tratado com angioplastia primária e implante de stent farmacológico na artéria descendente anterior, disfunção sistólica do ventrículo esquerdo pós-infarto — FEVE 32% ao ecocardiograma do 2º dia de internação, episódio de taquicardia ventricular não sustentada (6 batimentos, assintomático) registrado em telemetria no 3º dia de internação, sem recorrência desde então
Em uso de
AAS 100 mg/dia, ticagrelor 90 mg 12/12h, atorvastatina 80 mg/dia, enalapril 5 mg 12/12h, carvedilol 6,25 mg 12/12h, espironolactona 25 mg/dia
Fatores de risco
disfunção sistólica pós-infarto (FEVE 32%) — substrato para eventos arrítmicos, episódio documentado de TVNS ainda sem avaliação eletrofisiológica concluída, transição iminente de um ambiente de monitorização contínua (UCO) para um ambiente de menor vigilância (enfermaria) e, em seguida, para o domicílio
Contexto: Casado, mora com a esposa a cerca de 40 minutos do hospital. A esposa acompanha as consultas e costuma anotar as orientações da equipe; o paciente confia nela para lembrar dos detalhes médicos depois da alta.
Cenário
enfermaria de cardiologia, após transferência da unidade coronariana · transição de cuidado intra-hospitalar e alta hospitalarRecursos disponíveis: telemetria disponível na enfermaria por tempo limitado, ambulatório de arritmia/eletrofisiologia do próprio serviço, com fila de agendamento, equipe de cardiologia responsável pela internação, disponível para contato após a alta, prontuário eletrônico compartilhado entre enfermaria, ambulatório e atenção primária, médico de família de referência do paciente, ainda não contatado sobre a internação
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Executar um handoff estruturado que nomeie achados pendentes e pontos de vigilância explícitos para a equipe seguinte, e não apenas o diagnóstico e o procedimento realizados
  • • Redigir um relatório de alta que registre avaliações pendentes de forma rastreável, para que o seguimento ambulatorial não perca essa informação
  • • Nomear, em toda transição de cuidado, um responsável e um prazo para cada pendência aberta, em vez de deixar a responsabilidade difusa entre especialista, generalista e paciente
  • • Reconhecer que descartar ativamente um achado clinicamente relevante da passagem de cuidado, por julgá-lo dispensável, é uma falha de comunicação com potencial de dano — não apenas um estilo de comunicação mais econômico
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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