Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Transição de cuidado e alta hospitalar: a duplicidade de diuréticos que ninguém reconciliou

Preparo

  • Lesão renal aguda no paciente internado com comorbidade múltipla
Paciente
Homem, 78 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, em acompanhamento ambulatorial
Em uso de
hidroclorotiazida 25 mg/dia, enalapril 20 mg 2x/dia, metformina 850 mg 2x/dia, sinvastatina 20 mg à noite
Fatores de risco
internação atual por pneumonia adquirida na comunidade com sinais de congestão associada, múltiplos medicamentos crônicos de uso contínuo, primeira internação hospitalar em três anos
Contexto: Mora com a esposa, também idosa. A filha mora próximo e costuma acompanhar as consultas, mas não estava presente na admissão. A esposa trouxe a sacola de medicamentos de casa ao acompanhá-lo ao pronto-socorro.
Cenário
enfermaria de clínica médica · internação por pneumonia adquirida na comunidade com congestão associadaRecursos disponíveis: prontuário eletrônico com histórico ambulatorial prévio, sacola de medicamentos de casa trazida pela família, farmácia hospitalar e apoio de farmacêutico clínico, Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) institucional, hemocultura em processamento (resultado pendente na alta), exames laboratoriais seriados (função renal e eletrólitos), sumário de alta padronizado da instituição, contato telefônico e encaminhamento estruturado à atenção primária
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Executar a reconciliação medicamentosa na admissão, conferindo o relato do acompanhante contra a cartela/embalagem original em vez de aceitar por padrão a lista transcrita do prontuário eletrônico antigo.
  • • Reconhecer e prevenir o risco de dose duplicada nos pontos de transição do cuidado (admissão, mudança de esquema durante a internação, alta), incluindo a orientação correta sobre medicamentos de uso domiciliar.
  • • Reconhecer um dano evitável relacionado a medicamento como evento adverso — distinguindo-o de mera intercorrência clínica — e conduzir sua classificação e notificação pela via institucional correta.
  • • Conduzir a comunicação de um evento adverso ao paciente e à família de forma honesta e sem culpar indivíduos, e documentar a reconciliação medicamentosa no prontuário de forma cronológica, legível e assinada.
  • • Elaborar relatório de alta que garanta a continuidade do cuidado — reconciliação medicamentosa final, exame pendente com responsável definido, e comunicação estruturada com o próximo cuidador, não apenas com o paciente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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