Formação

CondutaResidente

O plano combinado em reunião: PTS, responsáveis e o que acontece quando ele não anda

Paciente
Mulher, 78 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 em acompanhamento há 12 anos, HbA1c 9,8% na última coleta (3 meses atrás), hipertensão arterial sistêmica em tratamento, viuvez há 6 meses, com sintomas depressivos relatados na última consulta de rotina (desânimo, isolamento social crescente)
Em uso de
metformina 850 mg 12/12h, glibenclamida 5 mg pela manhã, anlodipino 5 mg/dia, esquema prescrito pela UBS
Fatores de risco
duas faltas consecutivas às consultas de rotina agendadas na UBS, visita domiciliar recente da ACS registrou casa desorganizada, cartelas de medicação lacradas/vencidas e a fala 'para que continuar tomando remédio', mora sozinha; a filha mora em outro estado e o contato é só por telefone, ocasional, internação em pronto-socorro há 15 dias por pico hipertensivo, com troca do anti-hipertensivo por outro médico, sem contato com a UBS
Contexto: Viúva há 6 meses, mora sozinha numa casa térrea no mesmo bairro da UBS há mais de 20 anos. A filha mora em outro estado e liga algumas vezes por semana, sem visitar com frequência. A ACS da área a acompanha há anos e faz visitas domiciliares regulares.
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS) — reunião de equipe multiprofissional (eMulti) e consulta de seguimento · coordenação do cuidado em atenção primária: construção e revisão de projeto terapêutico singularRecursos disponíveis: equipe de referência da UBS: médico de família, enfermeira, ACS da área, eMulti vinculada à UBS: psicóloga e nutricionista, com agenda compartilhada, prontuário eletrônico compartilhado entre os profissionais da UBS, contato telefônico institucional com o hospital de referência da região, nem sempre respondido no mesmo dia, matriciamento em saúde mental disponível mediante agendamento com o NASF
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Construir um projeto terapêutico singular com responsável e prazos explícitos, incorporando o relato do agente comunitário de saúde como dado clínico, não como informação administrativa
  • • Reconciliar, perante o paciente, condutas divergentes de diferentes profissionais — inclusive de outro médico —, deixando explícito qual conduta deve ser seguida a partir daquele momento
  • • Revisar um projeto terapêutico singular quando o plano combinado não avançou, investigando a causa da falha antes de repetir a mesma estratégia ou encerrar o acompanhamento
  • • Reconhecer que descartar ativamente informação relevante do agente comunitário de saúde, ou encerrar o acompanhamento por não adesão sem investigar risco, são falhas de coordenação do cuidado com potencial de dano — não apenas um estilo de condução mais econômico
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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