Formação

Decisão clínicaResidente

Terapias biológicas emergentes em depressão resistente: escetamina com critério e monitorização, canabidiol sem evidência suficiente

Preparo

  • Antidepressivos: classes, seleção e efeitos adversos
  • Depressão resistente ao tratamento
Paciente
Homem, 52 anos
Comorbidades
depressão maior recorrente, episódio atual grave, sem sintomas psicóticos, hipertensão arterial em investigação inicial (uma aferição alterada em consulta prévia, sem diagnóstico firmado nem tratamento anti-hipertensivo em curso)
Em uso de
sertralina 200 mg/dia por 8 semanas, dose e tempo adequados, suspensa por falta de resposta, venlafaxina XR 225 mg/dia, em uso há 8 semanas, dose e tempo adequados, sem resposta adequada
Fatores de risco
dois esquemas antidepressivos consecutivos, de classes diferentes, em dose e tempo adequados, sem resposta — critério de depressão resistente ao tratamento, ideação suicida passiva ocasional, sem plano nem intenção atual, prejuízo funcional importante: afastado do trabalho há 3 meses
Contexto: Casado, dois filhos adultos, trabalha em escritório; afastado do trabalho há 3 meses pelo quadro depressivo atual.
Cenário
ambulatório de psiquiatria, com estrutura para administração assistida de escetamina · consulta de reavaliação para depressão resistente ao tratamento, com retornos de acompanhamentoRecursos disponíveis: sala de administração assistida com monitorização de pressão arterial, equipe de enfermagem para observação pós-dose, antidepressivo oral concomitante já em uso, ausência de estrutura/autorização para cetamina venosa nesta unidade
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Confirmar o critério de depressão resistente ao tratamento (falha de pelo menos dois antidepressivos de classes diferentes, em dose e tempo adequados) antes de indicar escetamina intranasal como adjuvante.
  • • Aplicar corretamente o protocolo de administração assistida e monitorização pós-dose da escetamina intranasal, incluindo aferição seriada de pressão arterial e observação mínima até estabilização clínica.
  • • Orientar o paciente sobre as restrições de segurança após a dose (impossibilidade de dirigir, necessidade de acompanhante) como parte inseparável do tratamento, não como detalhe administrativo dispensável diante de melhora subjetiva.
  • • Responder à pressão do paciente por canabidiol trazido de fora com uma prescrição pronta, comunicando os limites da evidência científica atual sem invalidar sua busca por alívio nem romper o vínculo terapêutico.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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