Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Terapia nutricional domiciliar e transição hospital-domicílio: do planejamento da alta com gastrostomia recém-colocada ao seguimento programado em casa
Preparo
- Disfagia e segurança da via oral
- Paciente
- Homem, 74 anos
- Comorbidades
- AVC isquêmico extenso de artéria cerebral média direita há 24 dias, com disfagia orofaríngea grave (via oral formalmente contraindicada pela fonoaudiologia), fibrilação atrial em uso de anticoagulante oral, hipertensão arterial sistêmica controlada, gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) realizada há 9 dias — trato gastrocutâneo ainda imaturo (maturação leva de 2 a 4 semanas)
- Em uso de
- varfarina (anticoagulação para fibrilação atrial), losartana 50 mg/dia, sinvastatina 20 mg/dia
- Fatores de risco
- reflexo de tosse fraco, associado ao déficit neurológico do AVC — alto risco de aspiração se a dieta for administrada de forma inadequada, trato gastrocutâneo com apenas 9 dias — substituição às cegas em caso de deslocamento arrisca posicionamento intraperitoneal acidental, único cuidador disponível é a filha, sem experiência prévia em cuidados de saúde, que trabalha em período parcial, ausência de retaguarda familiar próxima (esposa falecida; outro filho mora em outro estado)
- Cenário
- enfermaria de reabilitação pós-AVC de hospital terciário, planejamento de alta hospitalar com terapia nutricional enteral (TNE) domiciliar · acompanhamento seriado durante o processo de alta hospitalar e as primeiras semanas e meses em domicílio, incluindo contatos telefônicos de intercorrênciaRecursos disponíveis: equipe de Atenção Domiciliar do SUS da região, fonoaudiologia para reavaliação de deglutição, nutricionista e enfermeira do serviço de terapia nutricional, farmácia hospitalar fornecendo fórmula enteral polimérica e equipos, telefone de contingência do serviço de endoscopia que realizou a PEG, sonda de gastrostomia de reserva
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Avaliar formalmente a disponibilidade, a capacidade e as condições do cuidador e do domicílio, e articular com a equipe de Atenção Domiciliar ANTES de fixar uma data de alta com terapia nutricional enteral domiciliar — nunca tratar isso como formalidade a resolver depois.
- • Verificar a competência do cuidador para o manejo da sonda e da dieta por observação prática, e orientar corretamente os cuidados de manutenção (lavagem antes/depois de cada dieta, rotação diária) e o método/posicionamento de administração adequados ao risco individual de aspiração do paciente.
- • Planejar a logística de fornecimento de fórmula e insumos, incluindo um estoque mínimo de segurança e um contato de contingência, antes da alta.
- • Orientar corretamente uma intercorrência de deslocamento de sonda de gastrostomia num trato ainda imaturo, sem permitir reinserção às cegas em casa, e reconhecer precocemente sinais de pneumonia aspirativa e de outras complicações comuns da terapia nutricional enteral domiciliar (diarreia associada a antibioticoterapia).
- • Estruturar a monitorização programada em domicílio, com critérios explícitos de busca de avaliação não programada, e manter a decisão de reintrodução de via oral sempre a cargo de reavaliação fonoaudiológica formal, nunca do bom estado geral isolado.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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