Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Terapia nutricional na esclerose lateral amiotrófica: da perda ponderal inicial à transição da meta nutricional para a meta de conforto

Preparo

  • Indicação e escolha da via de acesso enteral
  • Diretivas antecipadas de vontade, capacidade decisória e decisão substituta
  • Disfagia e segurança da via oral
Paciente
Homem, 63 anos
Comorbidades
esclerose lateral amiotrófica (ELA) de início bulbar, diagnosticada há 10 meses
Em uso de
riluzol 50 mg via oral 12/12h
Fatores de risco
disfagia progressiva, perda ponderal em curso, declínio respiratório progressivo esperado ao longo da doença
Contexto: professor aposentado, casado; a esposa é a cuidadora principal; dois filhos adultos moram em outra cidade
Cenário
ambulatório multidisciplinar de doenças neuromusculares, com fonoaudiologia, nutrição, pneumologia, assistência social e cuidados paliativos · acompanhamento longitudinal ambulatorial da terapia nutricional ao longo da progressão da esclerose lateral amiotrófica, da perda ponderal inicial à fase de cuidados de confortoRecursos disponíveis: avaliação fonoaudiológica instrumental da deglutição (videofluoroscopia), espirometria seriada (capacidade vital forçada), gastrostomia endoscópica percutânea (PEG), quando indicada, equipe multiprofissional (fonoaudiologia, nutrição, pneumologia, assistência social, cuidados paliativos), registro de diretivas antecipadas de vontade no prontuário
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 2/5Diagnóstico 1/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer, na esclerose lateral amiotrófica, os critérios objetivos (perda ponderal maior que 10%, IMC abaixo de 18,5 kg/m², disfagia documentada em teste instrumental, CVF abaixo de 50%) que indicam a necessidade de uma via alternativa de alimentação, sabendo que qualquer um deles, isoladamente, já é suficiente.
  • • Preferir a gastrostomia endoscópica percutânea sobre a sonda nasoenteral prolongada quando se antecipa necessidade de terapia nutricional de longo prazo.
  • • Indicar a colocação da gastrostomia enquanto a capacidade vital forçada ainda está acima de 50%, reconhecendo o risco procedimental de postergar essa decisão até a função respiratória declinar mais.
  • • Reavaliar periodicamente a segurança da via oral conforme a disfagia evolui, reconhecendo a pneumonia aspirativa como uma das principais causas de morte na doença, sem abandonar por completo a alimentação oral por prazer quando compatível com os desejos do paciente.
  • • Conduzir a transição da meta nutricional para a meta de conforto integrando o prognóstico, a diretiva antecipada de vontade do paciente e a sobrecarga do cuidador, sem impor metas calóricas contra a vontade expressa do paciente.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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