Formação

CondutaResidente

Dona Terezinha e a lesão que não cicatriza: nutrição além do prato

Preparo

  • Deficiência de zinco, selênio e outros oligoelementos
  • Tratamento topico de lesao por pressao conforme estagio e caracteristicas
Paciente
Mulher, 79 anos
Comorbidades
sequela de AVC isquêmico há 6 meses, com hemiparesia à esquerda e disartria leve, disfagia leve, atualmente controlada com dieta de consistência pastosa homogênea e supervisão na alimentação, lesão por pressão em região sacral, classificada como Estágio 3 (perda de espessura total, tecido adiposo visível, sem exposição de fáscia, músculo ou osso), com exsudato moderado a intenso, perda de 9% do peso corporal nos últimos 3 meses
Em uso de
losartana 50 mg/dia, AAS 100 mg/dia, sinvastatina 20 mg/dia
Fatores de risco
ingesta oral espontânea estimada em cerca de 60% das necessidades calórico-proteicas, imobilidade parcial pela hemiparesia, com mobilização apenas assistida, ausência de qualquer diagnóstico ou sinal de disfunção renal (função renal normal no último exame, sem histórico de doença renal)
Contexto: Reside em instituição de longa permanência para idosos (ILPI) há 8 meses. A filha visita semanalmente e participa das decisões de cuidado junto à equipe da instituição.
Cenário
instituição de longa permanência para idosos (ILPI), com equipe de enfermagem e nutrição própria · acompanhamento nutrológico programado de lesão por pressão em paciente institucionalizadaRecursos disponíveis: nutricionista da própria instituição, com possibilidade de suplemento oral hiperproteico, equipe de enfermagem para reposicionamento e curativo, sem especialista em estomaterapia no local, acesso a exames laboratoriais básicos mediante solicitação, sem urgência, colchão padrão da instituição, sem superfície redistribuidora de pressão disponível de imediato
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que uma lesão por pressão em Estágio 3 exsudativa, associada a perda ponderal recente, aumenta a demanda proteico-calórica, e recalcular o aporte de forma individualizada, sem restringir proteína por precaução renal infundada
  • • Considerar suplementação com arginina, zinco e antioxidantes como ADJUVANTE de uma meta calórico-proteica já otimizada, nunca como substituto do reposicionamento programado e do cuidado local da ferida
  • • Reconhecer a suplementação isolada de um micronutriente em dose muito acima da usual, sem acompanhamento laboratorial, como conduta perigosa e não apenas agressiva
  • • Reavaliar objetivamente a resposta da ferida ao aporte nutricional diante de estagnação, excluindo causas locais não corrigidas antes de atribuir a estagnação exclusivamente a fatores nutricionais
  • • Comunicar à família os limites do suporte nutricional isolado na cicatrização de uma lesão por pressão
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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