Formação

Simulação clínica sequencialMédico formado

Técnicas bariátricas e suas complicações: da taquicardia que não engana ao reganho que exige investigar antes de reoperar

Preparo

  • Dilatação endoscópica de estenoses do trato digestivo: técnica, regra dos 3 e risco de perfuração
  • Nutrição em cirurgia
Paciente
Mulher, 42 anos
Comorbidades
obesidade grau III (IMC pré-operatório 44 kg/m²), hipertensão arterial sistêmica controlada, apneia obstrutiva do sono em uso de CPAP
Em uso de
losartana 50mg 1x/dia, CPAP noturno
Fatores de risco
bypass gástrico em Y de Roux (RYGB) laparoscópico — técnica mista, restritiva e disabsortiva, sem cirurgia abdominal prévia a esta
Contexto: professora, casada, dois filhos adolescentes
Cenário
Hospital terciário com programa de cirurgia bariátrica estruturado: enfermaria de cirurgia geral, centro cirúrgico com laparoscopia e endoscopia digestiva alta disponíveis 24h, tomografia computadorizada com contraste, laboratório completo, ambulatório multidisciplinar de seguimento bariátrico (cirurgia, nutrição, endocrinologia) · acompanhamento longitudinal de paciente submetida a bypass gástrico em Y de Roux laparoscópico, do pós-operatório imediato às complicações precoces e tardias da técnica ao longo de 2 anosRecursos disponíveis: tomografia computadorizada de abdome com contraste oral e venoso, endoscopia digestiva alta diagnóstica e terapêutica (dilatação endoscópica), laparoscopia/laparotomia de urgência, marcadores inflamatórios (proteína C-reativa, procalcitonina), ambulatório multidisciplinar de seguimento bariátrico
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer taquicardia em repouso persistente no pós-operatório precoce de bypass gástrico como sinal precoce de fístula, mesmo diante de exame físico e queixas benignas, e investigar com tomografia (preferível ao estudo contrastado alto) e marcadores inflamatórios em vez de reassegurar a paciente.
  • • Manter suspeita clínica de fístula apesar de tomografia sem extravasamento, reconhecendo a sensibilidade limitada da imagem nesse contexto e indicando exploração cirúrgica quando o quadro clínico permanece preocupante.
  • • Conduzir o manejo de uma fístula confirmada e contida em paciente estável — controle da fonte, antibioticoterapia e suporte nutricional — sem deixá-la sem tratamento nem recorrer a uma operação desproporcional ao achado.
  • • Reconhecer e conduzir as complicações tardias características do bypass gástrico em Y de Roux: estenose de anastomose (endoscopia diagnóstica e terapêutica), hérnia interna (baixo limiar cirúrgico apesar de imagem inconclusiva), deficiências nutricionais silenciosas que exigem suplementação e rastreio vitalícios, e hipoglicemia pós-prandial tardia (síndrome de dumping tardia).
  • • Estruturar a avaliação do reganho de peso tardio (adesão, medicamentos, comportamento alimentar, aspectos psicológicos e causa anatômica) antes de cogitar revisão cirúrgica, e distinguir os critérios gerais de indicação de revisão versus reversão de uma cirurgia bariátrica.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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