Formação

Simulação clínica sequencialResidente

TDAH da infância à adolescência: do diagnóstico multiambiente ao risco de desvio do estimulante — o caso de Miguel

Preparo

  • Opioides, benzodiazepínicos e uso indevido de medicamentos prescritos
  • Uso de álcool e outras drogas: rastreio e abordagem breve
  • Reação aguda ao estresse e transtorno de adaptação
  • Distúrbios do sono, apneia obstrutiva do sono e sonolência diurna
Paciente
Homem, 8 anos
Fatores de risco
ronco noturno importante desde a primeira infância, com possíveis pausas respiratórias observadas pela mãe, separação recente dos pais (há 4 meses), com mudança de comportamento notada em casa, relato materno de início dos sintomas de desatenção/agitação antes dos 6 anos
Contexto: mora com a mãe, Vanessa; pais separados há 4 meses; cursa o 3º ano do ensino fundamental em escola municipal
Cenário
Ambulatório de psiquiatria da infância e adolescência, com retornos programados ao longo de anos de acompanhamento · avaliação diagnóstica inicial de TDAH na infância, evoluindo para acompanhamento farmacológico de longo prazo até a adolescênciaRecursos disponíveis: escalas estruturadas de comportamento para preenchimento pelo professor (ex.: Vanderbilt), avaliação multidisciplinar (otorrinolaringologia/medicina do sono, psicologia), encaminhamento para avaliação e suporte especializado em uso de substâncias na adolescência, contato direto com a escola e possibilidade de plano educacional individualizado, acompanhamento ambulatorial programado
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que o diagnóstico de TDAH exige documentação de prejuízo em mais de um ambiente, com informação de fontes múltiplas (família e escola), não apenas do relato do cuidador.
  • • Triar diferenciais e comorbidades (privação/distúrbio do sono, ansiedade, adversidade ambiental) antes de fechar o diagnóstico e iniciar tratamento.
  • • Conduzir o início e a monitorização do tratamento farmacológico do TDAH na infância (titulação gradual; peso, estatura, sono e pressão arterial).
  • • Reavaliar, na adolescência, se um declínio funcional reflete recidiva do TDAH ou é secundário a privação de sono e uso de substâncias, e responder ao pedido de laudo escolar que o quadro atual não sustenta integralmente.
  • • Escolher estratégia medicamentosa considerando o risco de desvio/uso indevido do estimulante na adolescência, e coordenar o cuidado com serviços de apoio ao uso de substâncias sem negar o tratamento indicado por estigma.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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