Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Tamponamento cardíaco: reconhecer além da tríade de Beck e drenar sem atraso
Preparo
- Ultrassonografia point-of-care (POCUS) em emergência
- Eletrocardiograma: interpretação sistemática e padrões de alto risco
- Níveis de sedação e os limites da prática segura fora do centro cirúrgico
Estruturas do Atlas: 2
- Paciente
- Mulher, 58 anos
- Comorbidades
- carcinoma de mama metastático (ósseo e pulmonar), em quimioterapia paliativa há 4 meses
- Em uso de
- quimioterapia paliativa (esquema atual conforme oncologia), dipirona/analgesia conforme necessidade para dor óssea
- Fatores de risco
- neoplasia maligna metastática ativa (fator de risco reconhecido para derrame pericárdico e tamponamento de etiologia neoplásica)
- Cenário
- Pronto-Socorro de hospital geral com monitorização cardiorrespiratória contínua, acesso venoso, ultrassonografia à beira do leito (POCUS) disponível para a própria equipe da emergência, eletrocardiógrafo, kit de pericardiocentese (agulha longa, cateter pig-tail, dilatadores, fio-guia) e equipe cirúrgica de retaguarda acionável · admissão por dispneia progressiva de duas semanas com piora aguda e episódio de quase-síncope, em paciente com neoplasia maligna metastática ativaRecursos disponíveis: monitorização cardiorrespiratória contínua, ultrassonografia/ecocardiograma à beira do leito (POCUS), eletrocardiograma de 12 derivações, kit de pericardiocentese guiada por imagem (agulha, cateter pig-tail, dilatadores, fio-guia), equipe de cardiologia e cirurgia cardíaca acionável, oncologia acionável para continuidade de cuidado
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer tamponamento cardíaco como hipótese principal mesmo quando o exame físico não confirma todos os componentes da tríade de Beck, reconhecendo que sinais clínicos isolados são pouco sensíveis e pouco específicos para o diagnóstico.
- • Diferenciar o padrão eletrocardiográfico difuso e côncavo da pericardite, com infradesnivelamento de PR em aVR, de um supradesnivelamento localizado de síndrome coronariana aguda, evitando acionar cateterismo de urgência desnecessário.
- • Priorizar ultrassonografia/ecocardiograma à beira do leito como método mais rápido de confirmação diagnóstica, e reconhecer os critérios ecocardiográficos de tamponamento (colapso diastólico de AD/VD, veia cava inferior pletórica) como definidos pela fisiologia, não pelo tamanho do derrame descrito no laudo.
- • Aplicar medidas de suporte temporizadoras corretas (volume cauteloso, evitar ventilação com pressão positiva e diuréticos) e indicar a drenagem definitiva sem atraso em paciente instável, preferindo guiamento por imagem quando disponível.
- • Escolher anestesia local com sedação mínima para a pericardiocentese, evitando indução anestésica geral com ventilação com pressão positiva, e planejar a continuidade do cuidado reconhecendo o alto risco de recidiva em etiologia neoplásica.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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