Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Enzo, 3 anos: o roxo “de sempre” e o pano no braço

Preparo

  • Negligência e vulnerabilidade social
  • Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
  • Suspeita de violência física e maus-tratos
Paciente
Homem, 3 anos
Fatores de risco
presença de um novo companheiro da mãe em casa há cerca de dois meses, atraso de quatro dias na procura por atendimento após lesão relatada, esquema vacinal atrasado apesar de sala de vacina gratuita na própria UBS, cáries não tratadas apesar de encaminhamento odontológico já feito na própria unidade há seis meses, déficit de peso para a idade sem causa orgânica identificada em consultas anteriores
Contexto: família de baixa renda, beneficiária do Bolsa Família, morando em bairro periférico; a mãe, Juliana Ferreira Lima, 24 anos, iniciou relacionamento com Rogério há cerca de dois meses, que passou a morar com eles; Enzo é cadastrado na UBS desde o nascimento e acompanhado pela mesma equipe de Saúde da Família
Cenário
UBS urbana onde Enzo é cadastrado desde o nascimento, com sala de vacina e equipe de saúde bucal na própria unidade, Agente Comunitário de Saúde vinculado à família, sala de acolhimento reservável e Conselho Tutelar de referência a poucos quilômetros · consulta não agendada, procurada pela mãe no mesmo dia por causa de um hematoma visível no filhoRecursos disponíveis: sala de vacina e equipe de saúde bucal na própria unidade, sem custo, telefone para contato direto com o Conselho Tutelar do território, ficha de notificação individual/investigação de violência (Sinan/Viva), em três vias, Agente Comunitário de Saúde vinculado à família, sala de acolhimento reservável para entrevista sem a presença de terceiros
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o atraso na procura por atendimento e uma lesão ainda não examinada como sinais de alerta que exigem exame físico completo, antes de aceitar a explicação inicial.
  • • Interpretar corretamente o padrão físico de lesões sugestivas de violência — marca de instrumento, localização em área habitualmente coberta, estágios diferentes de cicatrização — em vez de atribuí-las a acidentes comuns da infância.
  • • Conduzir a entrevista de forma a não reforçar a influência do possível autor da violência presente na consulta sobre as respostas da criança e da família.
  • • Distinguir negligência por vulnerabilidade social de negligência por omissão, e notificar por suspeita, hoje, independentemente de certeza ou do consentimento da família.
  • • Diferenciar risco imediato que exige proteção emergencial de risco acompanhável com plano, articulando-se de forma ágil com o Conselho Tutelar e mantendo a UBS como referência de cuidado continuado depois da notificação.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado