Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Suspeita de violência física no lactente: a história que não fecha
Preparo
- Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
- Paciente
- Homem, 0 anos
- Fatores de risco
- 2 meses de idade, sem controle cervical pleno e sem capacidade de rolar sozinho, hematomas no braço direito e no tronco, notados pelos pais há 2 dias, com procura por atendimento adiada, história de queda do sofá; ao serem perguntados juntos, a mãe e o pai dão versões diferentes sobre quem estava com a criança no momento, sem história prévia de internação ou de outras lesões conhecidas, segundo filho do casal; irmã de 2 anos mora na mesma casa e não está em avaliação hoje
- Cenário
- Emergência pediátrica de hospital geral · avaliação de lesão física em lactente com suspeita de maus-tratosRecursos disponíveis: exame físico completo, com a criança despida e acompanhante/chaperone disponível, hemograma completo, coagulograma (TP, TTPA, INR) e função hepática, inventário ósseo radiográfico (levantamento esquelético completo), avaliação oftalmológica pediátrica para fundoscopia, se indicado, serviço social hospitalar e equipe de proteção à criança, Conselho Tutelar acionável por telefone e por notificação formal, leito de enfermaria pediátrica disponível para internação de proteção, se necessário, direção do hospital disponível para apoiar decisões de retenção contra a vontade da família, quando indicado
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 5/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer padrões de lesão incompatíveis com a história relatada e com o desenvolvimento motor da criança, incluindo o mnemônico TEN-4-FACESp para lesões cutâneas altamente sugestivas de maus-tratos.
- • Conduzir a investigação (exame físico completo, inventário ósseo, exames laboratoriais) sem atrasar a notificação obrigatória, que se baseia em suspeita, não em confirmação diagnóstica.
- • Considerar e investigar diagnósticos diferenciais orgânicos (coagulopatia, osteogênese imperfeita) sem que essa investigação retarde as medidas de proteção da criança.
- • Cumprir o dever legal de notificação ao Conselho Tutelar (Art. 13 e Art. 245 do ECA) e decidir sobre a necessidade de internação de proteção diante de risco iminente, mesmo contra a vontade da família.
- • Documentar os achados de forma descritiva, objetiva e com valor legal, e comunicar-se com a família de maneira não acusatória.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado