Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Suspeita de erro inato do metabolismo: tratar antes de nomear a doença

Preparo

  • Metabolismo de aminoácidos e ciclo da ureia
  • Equilíbrio ácido-base: tamponamento e leitura da gasometria
Paciente
Mulher, 0 anos
Fatores de risco
recém-nascida a termo, 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal sem intercorrências agudas; Apgar 9/9, mamou bem ao peito nos primeiros três dias de vida (intervalo livre de sintomas), sem intercorrências na gestação nem histórico familiar conhecido de óbito neonatal inexplicado
Contexto: Primeira filha do casal. Pais jovens, sem consanguinidade relatada. Nenhum histórico familiar conhecido de doença metabólica, mas a investigação sobre óbitos neonatais inexplicados em parentes ainda não foi feita nesta consulta.
Cenário
Pronto-socorro pediátrico de hospital geral, com UTI neonatal/pediátrica, laboratório de urgência e equipe de referência em erros inatos do metabolismo acessível por telefone · emergência — recém-nascida com intervalo livre de sintomas seguido de recusa alimentar, vômitos e hipotonia progressivasRecursos disponíveis: gasometria, glicemia, eletrólitos e lactato disponíveis com urgência, dosagem de amônia sérica disponível com urgência, coleta de amostra crítica (sangue em papel-filtro, plasma e urina) disponível, acesso venoso e infusão de glicose titulável disponíveis, sequestradores de nitrogênio (arginina, benzoato de sódio, fenilbutirato de sódio) disponíveis por protocolo de urgência, equipe de referência em erros inatos do metabolismo disponível por telefone para orientação imediata, UTI neonatal/pediátrica disponível localmente, SEM capacidade de diálise/hemodiafiltração pediátrica no local — transferência necessária para esse recurso
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o intervalo livre de sintomas após um período de boa aceitação alimentar como assinatura clínica de descompensação de erro inato do metabolismo, mantendo a sepse neonatal como diagnóstico concorrente em vez de excludente.
  • • Interpretar a combinação de hiperamonemia, acidose com ânion gap muito elevado e hipoglicemia inexplicada como padrão de descompensação metabólica mais compatível com acidemia orgânica do que com distúrbio do ciclo da ureia clássico, e ativar o protocolo de emergência EM PARALELO à investigação infecciosa, nunca depois de excluí-la.
  • • Colher a amostra crítica (sangue em papel-filtro, plasma e urina) SIMULTANEAMENTE ao início do tratamento de emergência (suspensão de proteína, glicose IV numa taxa anticatabólica de 8 a 10 mg/kg/min), sem que uma ação atrase a outra.
  • • Reconhecer o limiar de amônia (400-500 µmol/L) que exige sequestradores de nitrogênio E preparo simultâneo de diálise/hemodiafiltração, acionando transferência para um centro com esse recurso sem atraso indefinido.
  • • Evitar ácido valproico e a suspensão do tratamento da hiperamonemia diante de uma crise convulsiva provocada pela própria hiperamonemia, e orientar a família sobre o risco de recorrência genética em futuras gestações.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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