Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Sangramento uterino na pós-menopausa: investigar sempre, mesmo com endométrio fino e biópsia negativa

Preparo

  • Câncer de endométrio
  • Comunicação do diagnóstico oncológico ginecológico
Paciente
Mulher, 63 anos
Comorbidades
câncer de mama receptor hormonal positivo, tratado há 14 meses (tumorectomia + radioterapia), menopausa aos 51 anos (12 anos de amenorreia)
Em uso de
tamoxifeno 20 mg/dia, desde o tratamento do câncer de mama
Fatores de risco
uso de tamoxifeno (modulador seletivo do receptor de estrogênio) — risco reconhecido para câncer de endométrio e interpretação diferente da imagem
Contexto: G2P2 (dois partos vaginais anteriores), vive com o marido, aposentada, nega tabagismo, em seguimento oncológico ambulatorial regular pelo câncer de mama.
Cenário
ambulatório de ginecologia, com acesso a ultrassonografia transvaginal, biópsia de endométrio ambulatorial, histeroscopia com biópsia dirigida e equipe cirúrgica ginecológica · seguimento ambulatorial com evolução ao longo de meses até a definição diagnóstica e terapêuticaRecursos disponíveis: ultrassonografia transvaginal, biópsia de endométrio ambulatorial (pipelle), histeroscopia com biópsia dirigida, histopatologia, equipe cirúrgica ginecológica para histerectomia total com salpingooforectomia bilateral, encaminhamento para oncologia ginecológica
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que todo sangramento vaginal após a menopausa estabelecida é considerado anormal e exige avaliação pronta e apropriada, e que em usuárias de tamoxifeno a biópsia de endométrio é indicada independentemente do resultado da ultrassonografia transvaginal.
  • • Conduzir a biópsia de endométrio com consentimento informado específico, interrompendo o procedimento diante de desconforto importante reconhecido na paciente.
  • • Escalonar para histeroscopia com biópsia dirigida diante de amostra insuficiente associada a sangramento persistente, em vez de presumir benignidade ou repetir a amostragem às cegas pelo mesmo método.
  • • Diagnosticar atrofia endometrial apenas após excluir malignidade por diagnóstico tecidual, e orientar que qualquer sangramento novo ou recorrente — mesmo após resultado prévio negativo — exige pronta reavaliação, nunca sendo dispensado por resultado anterior.
  • • Indicar histerectomia total com salpingooforectomia bilateral diante de hiperplasia endometrial com atipia em paciente pós-menopausa sem desejo reprodutivo, e encaminhar prontamente à oncologia ginecológica diante de achado incidental de carcinoma na peça cirúrgica, comunicando o diagnóstico à paciente de forma clara e com os próximos passos do cuidado.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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