Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Status asmático na emergência: o tórax silencioso, a gasometria que engana e a via aérea obstruída que não perdoa pressa
Preparo
- Sequência rápida de intubação: indicações, técnica e armadilhas
- Crise de asma quase-fatal: reconhecimento de risco e manejo em UTI
- Ventilação mecânica inicial e via aérea obstruída
- Paciente
- Mulher, 24 anos
- Comorbidades
- asma grave persistente desde a infância, um episódio prévio de crise asmática quase fatal, com internação em UTI e intubação por 2 dias, há 3 anos
- Em uso de
- corticoide inalatório em dose alta associado a broncodilatador de longa ação (LABA), uso IRREGULAR nas últimas semanas por dificuldade de acesso à medicação, salbutamol de resgate, uso frequente e crescente nos últimos 3 dias
- Fatores de risco
- história de crise asmática quase fatal com necessidade prévia de intubação — marcador de alto risco bem estabelecido, má adesão recente ao corticoide inalatório de manutenção, infecção respiratória viral como gatilho, com piora progressiva nas últimas 12 horas, uso crescente de broncodilatador de resgate nos dias anteriores
- Cenário
- Sala vermelha de emergência de um hospital terciário, com monitorização contínua, oxigenoterapia de alto fluxo, ventilação não invasiva e mecânica disponíveis, farmácia com broncodilatadores, corticoide IV, sulfato de magnésio e agentes de sequência rápida de intubação, e laboratório com gasometria arterial 24 horas · atendimento de crise asmática grave (status asmático) com evolução para insuficiência respiratória e via aérea avançadaRecursos disponíveis: monitorização contínua (cardíaca, oximetria, pressão arterial não invasiva), oxigenoterapia de alto fluxo, ventilação não invasiva (VNI/BiPAP) e ventilador mecânico, broncodilatador de curta ação em nebulização contínua, ipratrópio, corticoide IV, sulfato de magnésio, medicações de sequência rápida de intubação (cetamina, etomidato, succinilcolina, vecurônio, cisatracúrio, atracúrio, propofol), laboratório com gasometria arterial disponível 24 horas
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer o tórax silencioso como sinal de gravidade extrema numa crise asmática, não como sinal de melhora, mesmo diante do desaparecimento dos sibilos à ausculta.
- • Interpretar corretamente uma gasometria arterial com pCO2 normal ou em ascensão numa paciente ainda taquipneica e fatigada, reconhecendo a possível fadiga muscular respiratória iminente por trás de um número aparentemente tranquilizador.
- • Escalonar o tratamento farmacológico da crise asmática grave (corticoide concomitante ao broncodilatador, sulfato de magnésio na dose e forma corretas) e reconhecer a indicação precoce de ventilação não invasiva antes da falência respiratória completa.
- • Reconhecer os critérios de indicação IMEDIATA de intubação e não atrasá-la diante deles, e conduzir a sequência rápida de intubação com o agente indutor e o bloqueador neuromuscular adequados a um paciente com broncoespasmo grave.
- • Programar a ventilação mecânica de um paciente com doença obstrutiva grave priorizando hipercapnia permissiva e tempo expiratório suficiente, e reconhecer e tratar o auto-PEEP diante de hipotensão súbita pós-intubação.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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