Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Somatização e transtornos somáticos funcionais: diagnóstico positivo e o sintoma que não pode ser ignorado — o caso de Marta

Preparo

  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
  • Antidepressivos: classes, seleção e efeitos adversos
Paciente
Mulher, 43 anos
Comorbidades
sem doença orgânica identificada apesar de investigação extensa prévia (endoscopia, colonoscopia, provas inflamatórias e ressonância de crânio normais), cefaleia tensional crônica, dores articulares migratórias sem sinais inflamatórios objetivos
Em uso de
dipirona ou paracetamol em uso eventual para dor, sem uso regular de outros medicamentos
Fatores de risco
8 anos de investigação médica extensa e repetidamente negativa em múltiplas especialidades, histórico de consultas por demanda em vez de seguimento programado até o momento, rede de apoio familiar presente, porém sem orientação prévia sobre como reagir aos sintomas
Contexto: auxiliar administrativa, casada, mãe de dois filhos adolescentes; acompanhada pelo marido em parte das consultas
Cenário
Ambulatório de atenção primária / clínica de família, com consultas de retorno ao longo de aproximadamente 5 meses · consulta de reavaliação de queixas somáticas múltiplas crônicas, evoluindo para acompanhamento programado em intervalo fixoRecursos disponíveis: revisão de prontuário e resultados de exames prévios, instrumento de rastreio de sintomas somáticos (Patient Health Questionnaire-15 / Somatic Symptom Scale-8), avaliação psiquiátrica de interconsulta, encaminhamento para terapia cognitivo-comportamental, articulação com equipe cirúrgica e outras especialidades já envolvidas no caso
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diagnosticar transtorno de sintomas somáticos por critério POSITIVO (desproporção de pensamentos, sentimentos e comportamentos ligados ao sintoma, com duração maior que 6 meses), e não apenas pela ausência de achado orgânico.
  • • Evitar tanto a testagem repetida desnecessária de sintomas já investigados quanto a omissão de investigação diante de um sintoma NOVO e qualitativamente diferente do padrão crônico conhecido.
  • • Comunicar o diagnóstico validando o sofrimento do paciente, sem dizer que 'não tem nada' nem recusar continuidade do seguimento.
  • • Organizar o seguimento em consultas regulares programadas em intervalo fixo, e rastrear ativamente comorbidade de humor/ansiedade e ideação suicida no exame do estado mental.
  • • Escolher farmacoterapia e conduta com evidência estabelecida (TCC, tricíclico/ISRS), evitando sedativo e procedimento diagnóstico ou cirúrgico invasivo sem indicação objetiva.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado