Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Marta na UBS: sintomas sem explicação médica, até o sinal que muda tudo

Preparo

  • Somatização e transtornos somáticos funcionais
  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
  • Psicofármacos na APS - início, manutenção e retirada de benzodiazepínico
  • Paciente hiperfrequentador e gestão da pressão assistencial
  • Depressão e ansiedade leve a moderada - manejo na APS
Paciente
feminino, 44 anos
Em uso de
dipirona sódica em uso quase diário para a dor abdominal, benzodiazepínico não prescrito, obtido informalmente com uma vizinha, uso esporádico
Fatores de risco
sobrecarga como cuidadora informal em tempo integral da mãe idosa dependente (sequela de AVC), 3 idas ao pronto-socorro nos últimos 8 meses pela mesma dor abdominal, em serviços diferentes, história pregressa de violência doméstica (união encerrada há 3 anos, sem indício de violência atual), isolamento social relacionado à rotina de cuidado
Contexto: Diarista autônoma, renda instável; mora com a mãe de quem cuida em tempo integral; rede de apoio familiar limitada.
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta de retorno programada em Medicina de Família e Comunidade · ambulatorial, seguimento longitudinal de queixa somática recorrenteRecursos disponíveis: prontuário eletrônico com histórico completo de exames prévios, exames laboratoriais e de imagem básicos sob solicitação, matriciamento em saúde mental (NASF), agenda de retorno programado, rede de urgência/emergência de referência
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Conduzir a anamnese de uma queixa somática recorrente investigando ativamente a queixa ATUAL e o contexto psicossocial, em vez de se apoiar apenas em exames anteriores normais.
  • • Diferenciar sintomas sem explicação médica de um episódio depressivo concomitante, e avaliar risco de suicídio diante de sofrimento psíquico persistente ou de uma fala espontânea de desejo de desaparecer.
  • • Formular uma devolutiva de reatribuição que reconheça a realidade do sintoma e vincule sofrimento/estresse a sensações corporais, sem invalidar a queixa nem evitar a investigação apropriada.
  • • Evitar iatrogenia (exame e prescrição sem indicação) diante da pressão da paciente, concentrando o cuidado num profissional e planejando retorno programado independente de crise.
  • • Reconhecer quando uma mudança real no padrão do sintoma exige reabrir a investigação orgânica, mesmo numa paciente com longo histórico de sintomas sem explicação médica.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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