Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Síndromes hipertensivas da gestação: da classificação ao parto na síndrome HELLP
Preparo
- Distúrbios da hemostasia — coagulopatias hereditárias e plaquetopenias
- Eclâmpsia e crise hipertensiva na gestação
- Paciente
- Mulher, 34 anos
- Gestante
- Comorbidades
- hipertensão arterial crônica não diagnosticada até esta consulta (PA 138x88mmHg já documentada na 9ª semana de gestação), obesidade (IMC 32)
- Em uso de
- polivitamínico pré-natal
- Fatores de risco
- secundigesta (G2P1), idade materna de 34 anos, obesidade (IMC 32), hipertensão arterial crônica (reconhecida ao longo do caso)
- Cenário
- ambulatório de pré-natal de alto risco · consulta de pré-natal / seguimento obstétricoRecursos disponíveis: aferição de PA com técnica adequada e manguito correto, fita reagente de urina e relação proteinúria/creatinúria, laboratório com hemograma, plaquetas, DHL, bilirrubinas, TGO/TGP, creatinina, cartão de pré-natal com registros prévios de PA, leito de observação obstétrica para internação breve, quando indicado, kit de anti-hipertensivos de ação rápida (hidralazina, nifedipino) e sulfato de magnésio, corticoide antenatal (betametasona), acesso a centro obstétrico e a UTI neonatal
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Diferenciar hipertensão gestacional, hipertensão arterial crônica e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica, reconhecendo a PA já elevada antes da 20ª semana como o dado que muda a classificação.
- • Reconhecer a janela de profilaxia com ácido acetilsalicílico (12-28 semanas, idealmente antes da 16ª) e não iniciar a profilaxia fora dela sem benefício comprovado, documentando a oportunidade perdida.
- • Aplicar os critérios de internação inicial obrigatória para todo diagnóstico novo de pré-eclâmpsia e, na ausência de sinais de gravidade, os critérios que permitem acompanhamento ambulatorial com meta de parto em 37 semanas.
- • Tratar a hipertensão leve/crônica na gestação com meta de PA diastólica em torno de 85mmHg (em vez de aguardar a faixa grave), escolher metildopa como primeira linha e nunca prescrever IECA/BRA na gestação, e reconhecer que PA ≥160/110mmHg, por si só, indica sulfato de magnésio profilático mesmo sem sintoma ou convulsão.
- • Diferenciar a síndrome HELLP de seus dois principais mimetizadores (esteatose hepática aguda da gestação, púrpura trombocitopênica trombótica) e conduzir corticoide antenatal e parto sem atrasar a interrupção da gestação que a HELLP indica independentemente da idade gestacional, priorizando a via vaginal quando possível e orientando sinais de alarme e cuidados farmacológicos na alta puerperal.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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