Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Síndrome dos ovários policísticos: diagnóstico por critérios de Rotterdam e manejo pelo objetivo da paciente

Preparo

  • Hiperprolactinemia e disfunções tireoidianas em ginecologia
  • Aconselhamento contraceptivo individualizado
Paciente
Mulher, 24 anos
Fatores de risco
ciclos menstruais irregulares desde a menarca aos 12 anos (6 a 8 menstruações por ano), hirsutismo facial e acne moderados, com piora gradual e progressiva ao longo dos últimos 3 anos, sem virilização (sem clitoromegalia, sem engrossamento de voz), sobrepeso/obesidade grau I (IMC 31 kg/m²), enxaqueca com aura recorrente, sem outros fatores de risco cardiovascular ou tromboembólico identificados
Contexto: Estudante universitária, sexualmente ativa, sem desejo de gravidez no momento da primeira consulta e nunca usou nenhum método contraceptivo hormonal. Procura atendimento por irregularidade menstrual e insatisfação com o hirsutismo facial. Sem história pessoal ou familiar relevante de diabetes diagnosticada, sem uso de medicações de uso contínuo.
Cenário
ambulatório de ginecologia — saúde reprodutiva e endocrinologia ginecológica · consulta eletiva com retornos programados ao longo de meses e anosRecursos disponíveis: dosagens hormonais (TSH, prolactina, 17-hidroxiprogesterona, testosterona total), ultrassonografia pélvica/transvaginal, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com sobrecarga de 75 g, perfil lipídico completo, anticoncepcionais hormonais combinados e de progestagênio isolado, DIU, espironolactona, letrozol, citrato de clomifeno, metformina, orientação nutricional e de atividade física
Complexidade
Gravidade 1/5Urgência 1/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a necessidade de excluir outras causas que mimetizam a síndrome dos ovários policísticos (disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia, hiperplasia adrenal congênita não clássica) antes de firmar o diagnóstico.
  • • Aplicar os critérios de Rotterdam (2 de 3: hiperandrogenismo clínico/bioquímico, disfunção ovulatória, ovários policísticos ao ultrassom) reconhecendo que a ultrassonografia pélvica é dispensável quando os dois primeiros critérios já estão presentes, e reservar a investigação de causa secundária mais grave (tumor secretor de andrógeno, síndrome de Cushing) para sinais de alarme (início rápido/progressão acelerada, hiperandrogenismo marcadamente elevado).
  • • Individualizar o tratamento hormonal de primeira linha considerando contraindicações reais (enxaqueca com aura como contraindicação ao estrogênio) e escalonar para antiandrogênio no hirsutismo refratário SEMPRE com contracepção eficaz confirmada, pelo risco teratogênico de subvirilização fetal.
  • • Rastrear risco metabólico (teste oral de tolerância a glicose de 75 g e perfil lipídico) independentemente de idade e IMC, e recomendar intervenção de estilo de vida como conduta inicial diante de intolerância à glicose.
  • • Orientar a paciente sobre as implicações reprodutivas e metabólicas do diagnóstico — incluindo a proteção endometrial diante de ciclos infrequentes prolongados — e, ao planejar gravidez, suspender o antiandrogênio e indicar letrozol associado a estilo de vida como indução de ovulação de primeira linha para infertilidade anovulatória.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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