Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Síndrome nefrótica idiopática: do edema palpebral à armadilha do diurético
Preparo
- Síndrome nefrítica e glomerulonefrite pós-estreptocócica
- Paciente
- Mulher, 4 anos
- Fatores de risco
- edema periorbitário iniciado há 3 dias, inicialmente atribuído por outro serviço a reação alérgica, sem investigação de urina, nas últimas 24 horas o edema evoluiu para os membros inferiores e o abdome está mais distendido, urina notada 'com espuma' pelos pais nos últimos dias, sem diagnóstico prévio de doença renal; este é o primeiro episódio, sem história familiar conhecida de doença glomerular ou síndrome nefrótica
- Cenário
- Emergência pediátrica de hospital geral, com internação em enfermaria de pediatria durante o tratamento inicial · primeiro episódio de síndrome nefrótica idiopáticaRecursos disponíveis: exame de urina tipo I e proteinúria (dipstick e relação proteína/creatinina urinária), albumina sérica, função renal, eletrólitos, complemento (C3/C4), ultrassonografia abdominal e renal, hemocultura e possibilidade de paracentese abdominal diagnóstica, antibioticoterapia intravenosa disponível, albumina intravenosa a 20% ou 25% disponível para infusão, leito de enfermaria pediátrica, com possibilidade de vaga em terapia intensiva, biópsia renal e testes genéticos disponíveis mediante solicitação e agendamento
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer o padrão clínico da síndrome nefrótica idiopática (edema periorbitário evolutivo, proteinúria maciça, hipoalbuminemia) mesmo diante de um diagnóstico prévio equivocado de alergia, e diferenciá-lo do padrão nefrítico.
- • Decidir corretamente pela dispensa de biópsia renal na apresentação típica e iniciar corticoide oral em dose padrão (60 mg/m2/dia ou 2 mg/kg/dia) como primeira linha, sem adiar o tratamento nem pular para um agente de segunda linha.
- • Reconhecer e tratar prontamente as duas complicações agudas que mais matam na síndrome nefrótica — infecção bacteriana grave (peritonite) pela perda urinária de imunoglobulinas, e trombose pela perda de antitrombina III e pela imobilização.
- • Reconhecer os sinais de contração do volume intravascular (taquicardia, enchimento capilar prolongado, desconforto abdominal, oligúria) apesar do edema visível, e por que administrar diurético nesse cenário é uma armadilha perigosa em vez de uma conduta razoável.
- • Aplicar o período de confirmação entre 4 e 6 semanas antes de declarar corticorresistência, e conduzir a corticorresistência confirmada com biópsia renal, investigação genética e inibidor de calcineurina como segunda linha.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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